Rio de Janeiro, 17 ago (EFE).- O Governo federal assinou hoje um acordo de transferência de tecnologia com a multinacional do ramo farmacêutico GlaxoSmithKline que permitirá ao país produzir uma vacina contra a pneumonia e a meningite causadas pela bactéria pneumococo.

Pela parte brasileira, o acordo foi assinado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vai produzir a vacina a partir do ano que vem no laboratório Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, diz um comunicado do Ministério da Saúde.

A vacina protegerá as crianças contra a meningite bacteriana, a pneumonia e a otite média aguda, e fará parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2010.

A bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é a responsável por diversas infecções respiratórias agudas e anualmente mata cerca de 3,5 milhões de crianças em todo o mundo.

Atualmente, a vacina contra o pneumococo está disponível na rede privada por R$ 500, mas, "a partir do ano que vem, estará disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS)", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante a assinatura do acordo com a GlaxoSmithKline.

Segundo o Ministério, a incorporação da vacina no SUS evitará a morte de quase dez mil crianças por ano no país.

A Fiocruz produzirá anualmente 13,1 milhões de doses da vacina, quantidade suficiente para imunizar os 3,2 milhões de bebês que nascem por ano no país, acrescenta o comunicado.

Em março de 2007, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os calendários de vacinação infantil dos países em desenvolvimento incluíssem a vacina contra o pneumococo.

O processo de transferência tecnológica da GlaxoSmithKline ao Brasil terminará em 2017, data para a qual o Bio-Manguinhos já dominará todos os períodos de produção da vacina.

O acordo também inclui um acordo entre as partes para a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas contra a dengue, a febre amarela inativa e a malária vivax, acrescentou o relatório.

"Pela primeira vez, uma instituição como a Fiocruz e um laboratório privado multinacional vão trabalhar juntos para o desenvolvimento de vacinas relacionadas com doenças de interesse para o Brasil e que são importantes desde o ponto de vista da morbidade e da mortalidade no país", acrescentou Temporão. EFE joc/bba

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