Brasil pode dar apoio logístico em resgate de reféns das Farc, diz Garcia

O assessor especial da Presidência do Brasil, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quinta-feira que o País pode dar apoio logístico à operação de libertação de dois reféns das Farc na Colômbia.

iG São Paulo |

"Se houver uma solicitação do governo colombiano, vamos fazer uma análise e, se for possível, o Brasil vai ajudar", disse Garcia durante o Congresso Nacional do PT, que acontece desta quinta-feira até domingo em Brasília.

O assessor especial da Presidência ressaltou que a interferência brasileira será "apenas logística", sem a necessidade de mediação política.

Colômbia aceita participação brasileira

A Igreja Católica confirmou na quarta-feira que o governo colombiano e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) aceitaram que o Brasil dê apoio logístico na operação de libertação de dois reféns e de entrega de um policial morto em cativeiro.

O secretário-geral da Conferência Episcopal Colombiana, monsenhor Juan Vicente Córdoba, assegurou à "Rádio Caracol" que há avanços significativos para a libertação do sargento Pablo Emilio Moncayo e do soldado Josué Daniel Calvo, e para a entrega do corpo do capitão Julián Guevara.

Juan Vicente Córdoba contou que essa aceitação é muito importante porque a definição de outro país poderia atrasar ainda mais a libertação. "O Brasil já está nas questões de logística com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), que tem a coordenação disso", acrescentou.

Segundo ele, nos próximos dias haverá uma reunião entre as partes envolvidas na operação de libertação dos dois sequestrados, a fim de definir detalhes logísticos.

Sequestro em 1997

Sequestrado em dezembro de 1997, o sargento Moncayo é o refém mais antigo em poder das Farc. O soldado Josué Daniel Calvo foi capturado em abril do ano passado.

O major da polícia Julián Guevara morreu em cativeiro em janeiro de 2006, oito anos depois de ser capturado pela guerrilha colombiana.

As Farc anunciaram em abril do ano passado a libertação unilateral dos dois reféns, dos 23 que dizem ter em seu poder. O governo colombiano afirma que são 24.

* Com reportagem de Priscilla Borges, do iG Brasília

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