Em reunião oficial, governo apresenta às autoridades do Irã proposta de asilar mulher condenada por adultério

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira que o Brasil apresentou às autoridades do Irã uma proposta oficial de asilo para a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por adultério.

Segundo o Itamaraty, uma reunião oficial sobre o assunto ocorreu em Teerã e teve a participação de autoridades brasileiras e iranianas. O local e os participantes da reunião não foram especificados e o Itamaraty também não informou se o governo do Irã respondeu à oferta.

Na semana passada, durante um comício em Curitiba, o presidente Lula fez um "apelo" ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que "permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher”.

O Irã ainda não deu uma resposta oficial ao Brasil, mas o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano afirmou, também na semana passada, que Lula tem "personalidade emotiva" e fez a oferta sem "informação suficiente" sobre o caso.

A proposta brasileira foi apoiada por ativistas que defendem os direitos humanos no Irã, mas foi criticada por setores mais conservadores ligados ao governo do país.

Ashtiani, de 43 anos, está presa no Irã desde maio de 2006, quando um tribunal na Província do Azerbaijão Ocidental a considerou culpada por manter “relações ilícitas” com dois homens após a morte de seu marido.

No início do mês, as autoridades iranianas haviam afirmado que ela não seria mais morta por apedrejamento, embora a mulher ainda possa ser sentenciada à morte por enforcamento pelo adultério e por outras acusações que pesam contra ela.

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