Brasil não planeja revogar refúgio a paraguaios suspeitos de vínculos com EPP

Brasília, 30 abr (EFE).- O Governo brasileiro não tem elementos para revogar o status de refugiados concedido a três cidadãos do Paraguai suspeitos de estar vinculados ao autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo armado que semeou a violência nesse país, informaram hoje fontes oficiais.

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Brasília, 30 abr (EFE).- O Governo brasileiro não tem elementos para revogar o status de refugiados concedido a três cidadãos do Paraguai suspeitos de estar vinculados ao autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo armado que semeou a violência nesse país, informaram hoje fontes oficiais. "Até agora não há razões para que seja revertido o refúgio", que só poderia ser revisado "se novas provas fossem recebidas" contra os três acusados, declarou o porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Bauchman. O porta-voz se referia a Juan Francisco Arrom, Anuncio Martí e Victor Colman, ex-dirigentes do esquerdista Partido Pátria Livre (PPL), refugiados no Brasil há oito anos e acusados em seu país de sequestros e outros delitos comuns. Em fevereiro passado, o vice-ministro de Relações Exteriores paraguaio, Manuel María Cáceres, apresentou em Brasília uma solicitação formal para que seja revocado o refúgio, na qual citou a suspeita que esses três cidadãos têm vínculos com o EPP. O Governo paraguaio responsabiliza esse grupo armado pelos atos de violência que levaram o país declarar estado de exceção em cinco departamentos e o vincula também ao atentado sofrido esta semana pelo senador Robert Acevedo. Bauchman disse que na reunião que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo (do Paraguai) manterão na próxima segunda-feira na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, o Governo brasileiro oferecerá "sua solidariedade", mas esclareceu que considera o assunto de "natureza interna". Embora o estado de sítio tenha sido declaro no departamento que fica na fronteira com o Brasil, incluído o de Amambay, separado de Ponta Porã só por uma avenida, Baumbach indicou que Lula não se propõe colocar o assunto, embora esteja disposto a "escutar" e a "oferecer cooperação". Segundo o porta-voz, "existe uma cooperação muito intensa" entre ambos os países em matéria de segurança de fronteira e no esforço para combater o tráfico de drogas, a pirataria, o contrabando e outros delitos próprios das áreas limítrofes. EFE ed/dm

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