Brasil mostra apoio a Zelaya em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Genebra, 14 set (EFE).- O Brasil e outros países latino-americanos mostraram apoio hoje ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e disseram que não aceitarão a participação no Conselho de Direitos Humanos (CDH) das Nações Unidas de uma delegação diplomática que não seja a designada por esse Governo.

EFE |

O Brasil e a Argentina abriram os debates na manhã de hoje, no início da sessão do CDH, que terá uma duração de três semanas, mas aceitaram que o assunto seja discutido após os discursos previstos para a abertura.

"O Brasil quis receber a confirmação de que o delegado de Honduras representa o Governo constitucional do presidente Zelaya, que é o único que reconhecemos", afirmou um diplomata brasileiro durante o fórum.

Lembrou que organismos latino-americanos já atuaram nesse sentido e pediu ao presidente do CDH, o embaixador belga Alex Van Meeuwen, que assegure que o mesmo acontecerá na reunião.

Brasil, Argentina e México solicitaram uma garantia de que "a delegação de Honduras represente o Governo de Zelaya" e defenderam que a sessão do CDH seja realizada "na medida em que isto se esclareça".

O embaixador do México na ONU, Juan Gómez Camacho, falou em representação do Grupo Latino-americano para indicar que "não estamos dispostos a permitir que nenhum povo da região experimente mudanças antidemocráticas".

Camacho pediu a Meeuwen que confirme a existência de uma carta enviada pelo atual Governo de Honduras "informando do afastamento do embaixador José Delmer Urbizo (designado por Zelaya)".

Nesse caso, acrescentou, "a pessoa que está aqui credenciada não seria desse Governo e teria que abandonar a sala", disse.

Na realidade, Urbizo já era embaixador durante o Governo de Zelaya, mas a existência de tal carta evidenciaria que agora representa o Executivo de Roberto Micheletti.

Urbizo tentou dirigir-se às delegações após os discursos, mas a palavra não foi concedida a ele.

Ao sair da sala, denunciou que não pôde falar e acusou o Governo da Venezuela de estar por trás da situação.

Além disso, lamentou que o presidente do CDH tenha negado "o direito de defesa" a ele. EFE is/an-pd

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