Brasil lamenta morte do presidente da Guiné-Bissau

Em comunicado, Itamaraty afirma sua solidariedade ao povo do país após falecimento de Malam Bacai Sanhá

iG São Paulo |

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil lamentou em comunicado a morte do presidente da Guiné-Bissau , Malam Bacai Sanhá, que ocorreu nesta segunda-feira em um hospital de Paris. Sanhá tinha 64 anos e estava internado há mais de um mês. A causa de sua morte não foi esclarecida.

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AP
Em foto de 25/08/2010, Malam Bacai Sanhá cumprimenta o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília

Na nota, o Itamaraty diz que o governo brasileiro recebeu a notícia “com profundo pesar” e expressa “sinceras condolências” à família de Sanhá e ao povo da Guiné-Bissau.

“Nesse momento de dor e de perda, o governo brasileiro apresenta suas sinceras condolências à família do presidente e ao governo e povo bissau-guineenses e reitera sua solidariedade e disposição em dar continuidade aos esforços de cooperação em prol da consolidação da paz na Guiné-Bissau”, diz o texto.

Desde a independência de Portugal em 1974, a nação tem sofrido golpes e se tornou uma das principais rotas do tráfico de cocaína para a Europa. Cerca de dois meses atrás, o Exército afirmou que uma autoridade do alto escalão tentou, sem sucesso, tomar o poder enquanto Sanhá estava doente.

Sanhá venceu a eleição presidencial de 2009, que representou uma transição pacífica de poder, o que é raro na história de Guiné-Bissau. Ele ficou mais conhecido por ter sido hospitalizado em outros países do que por seus feitos como presidente. Seus assessores sempre informavam à população que suas frequentes internações se deviam a exames de rotina.

Em agosto de 2009, ele passou cerca de três semanas hospitalizado em Dakar, capital do vizinho Senegal, onde o aparato médico é melhor que em Guiné-Bissau. Um observador veterano próximo à comitiva do presidente descreveu a doença como uma "diabete avançada" combinada com um problema na hemoglobina.

Sanhá começou sua carreira política como o chefe da juventude do Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde, o PAIGC - o corpo que lutou pela independência do país de Portugal em 1974.

Ele se tornou um membro do comitê executivo do partido, e foi governador de uma província. Em 2009, depois da morte de João Bernardo Vieira, que foi assassinado com um tiro dentro de sua casa, Sanhá venceu as eleições, organizadas pelo chefe interino do Estado, Raimundo Pereira - que deve assumir o cargo de maneira interina novamente, segundo a Constituição do país.

Em 2010, Sanhá esteve no Brasil e foi recebido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com Agência Brasil e AP

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