Brasil insiste em obter garantias sobre acordo militar EUA-Colômbia

O Brasil espera que na reunião ministerial da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que se realiza esta terça-feira em Quito, sejam acertadas garantias de que o pacto militar entre a Colômbia e os Estados Unidos não afetará a região, anunciou o chanceler Celso Amorim.

AFP |

Destacando o fato de que os países têm o direito a suas escolhas, o diplomata esclareceu aos jornalistas que essas decisões podem causar apreensões junto a outros governos.

"Por isso nós insistimos na questão da transparência, na criação de medidas de confiança e nas garantias", enfatizou Amorim em uma breve declaração antes de iniciar a reunião.

"O que pedimos aos colombianos é que no tratado esteja escrito que as bases na Colômbia só dizem respeito ao território colombiano e não aos outros países", afirmou, de sua parte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em recentes declarações divulgadas na França.

Apesar desta posição, Amorim assegurou que seu país espera que na reunião de Quito os ministros consigam "aumentar a confiança entre os países da Unasul".

Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reuniram nesta terça-feira, em Quito, em um ambiente de desconfiança e tensão gerado pelo acordo militar da Colômbia com os Estados Unidos e as compras de armamento da Rússia pela Venezuela.

Além disso, a Bolívia está disposta a comprar material militar da Rússia, enquanto que o Brasil iniciou negociações para a compra de 36 aviões de caça franceses.

O encontro ministerial extraordinário dos 12 países visa a dissipar o ambiente de intranquilidade com o delineamento de medidas de confiança mútua e de segurança para a região, segundo o chanceler equatoriano Fander Falconí.

No entanto, a preocupação dominará a reunião, principalmente por parte do Equador e do Brasil diante dos recentes acordos.

A preocupação levou os presidentes da Unasul a se reunir de emergência em 28 de agosto em Bariloche (Argentina), onde acertaram um compromisso sobre a presença militar externa na região e convocaram a reunião ministerial para elaborar medidas de confiança mútua e segurança.

pro/cn/fp

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