Brasil inaugura fábrica de camisinhas para preservar a Amazônia

SÃO PAULO (AP) - Nesta segunda-feira o Brasil inaugurou uma fábrica de camisinhas que, segundo representantes oficiais, irá ajudar centenas de seringueiros enquanto preserva a floresta amazônica.

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A fábrica fica na cidade de Xapuri, no noroeste do país, e irá produzir cerca de 100 milhões de camisinhas por ano. A produção será distribuída pelo governo como parte de seu programa de luta contra a Aids, afirmou o ministro da saúde do País.

O látex será retirado de enormes árvores, pertencentes à reserva Chico Mendes, por um pequeno grupo de seringueiros que protege as plantas e a floresta para garantir sua longevidade, disse o ministro.

O nome da reserva é uma homenagem a um seringueiro local que atraiu atenção internacional para a destruição da Amazônia e foi assassinado em sua casa em Xapuri, em dezembro de 1981 por pecuaristas.

Os seringueiros da região noroeste do Estado do Acre já produzem cerca de 6.2 toneladas de látex por ano, mas a demanda da nova fábrica deve aumentar essa quantidade em cerca de 500 mil toneladas anualmente, segundo o ministro.

A fábrica irá beneficiar ao menos 500 famílias de seringueiros e gerar 150 empregos na cidade de 15 mil habitantes.

O Brasil importa quase todas as camisinhas usadas no País apesar da enorme quantidade de látex existente na Amazônia.

Os responsáveis vêem a fábrica como uma forma de gerar participação econômica na região enquanto preservam a floresta.

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