Brasil, G8 e UE firmam acordo de eficiência energética

Os países do G8, a União Europeia (UE) e as grandes potências emergentes, como Brasil, China e México firmaram neste domingo, em Roma, um acordo para troca de informação e experiência em matéria de eficiência energética.

AFP |

O acordo foi assinado à margem da reunião de ministros de Energia do G8, na qual pediram que os países sigam investindo em energia para evitar problemas de fornecimento e a alta nos preços, em especial do petróleo, ao final da crise econômica.

Os estatutos desta Associação Internacional para a Cooperação em Eficiência Energética (IPEEC, International Partnership for Energy Efficiency Cooperation) foram firmados pelos países do G8, UE e por Brasil, China, Coreia do Sul e México.

A iniciativa da IPEEC foi lançada em 2008, sob a presidência japonesa do G8, e "será a plataforma prioritária para compartilhar as experiências de nossos países em matéria de eficiência", disse o ministro italiano do Desenvolvimento Econômico, Claudio Scajola, anfitrião do encontro.

Scajola destacou algumas "grandes linhas" de cooperação entre os governos signatários: "tecnologias de baixa emissão de dióxido de carbono, investimentos nos setores de construção e transportes, e captação e armazenamento de dióxido de carbono".

Sobre o apelo do G8 - Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Itália, Japão, Alemanha e Rússia - para que seja mantido um ritmo de investimentos no setor energético, Scajola defendeu "uma aliança entre as empresas e os Estados" visando "superar a crise".

"Os investimentos em novos projetos energéticos e em novas tecnologias foram adiados ou anulados devido à incerteza nos mercados financeiros e à redução da demanda", lamentou o ministro italiano. "Mas quando terminar a crise, haverá o risco de que a oferta de energia seja insuficiente e de que os preços fiquem elevados e instáveis".

Devido à redução dos investimentos, "há certa preocupação sobre a falta de oferta a médio prazo" e de elevação dos preços, advertiu o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka.

A AIE apresentou em Roma um relatório segundo o qual os investimentos na prospecção e produção de petróleo e gás caíram 21% este ano em relação a 2008.

Após passar de um recorde absoluto de 147,50 dólares, em julho passado, a 32,40 dólares, em dezembro, os preços do petróleo estão se recuperando gradualmente desde o início do ano e já superam os 60 dólares.

Tanaka admitiu que a demanda de eletricidade cairá em 3,5% este ano, "pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial".

Segundo o relatório da AIE, os investimentos em energia renovável cairão 38% em 2009, quando para se enfrentar o aquecimento global seria necessário multiplicar por seis as verbas destinadas a novas fontes de energia, e por quatro o investimento na eficiência energética, disse Tanaka.

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