Brasil felicita palestinos por adesão à Unesco

Governo emite comunicado em relação à entrada da Autoridade Nacional Palestina (ANP) como membro pelo no órgão da ONU

iG São Paulo |

AP
Em Paris, delegados aplaudem após votação que deu aos palestinos o status de membro pleno da Unesco
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro emitiu um comunicado nesta segunda-feira parabenizando a adesão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). "O governo brasileiro felicita a Palestina por sua admissão como membro pleno da Unesco", afirmou em breve comunicado.

Leia também: Palestinos obtêm status de membro pleno da Unesco

O Executivo brasileiro foi um dos 107 países - entre eles a França, Índia, China e Espanha - a aprovar o pedido de adesão dos palestinos ao órgão da ONU. Dos 173 países que participaram da Conferência Geral da Unesco, 14 votaram contra e 52 se abstiveram. Os EUA reagiram à decisão anunciando que cortarão o envio de fundos à organização.

Para os palestinos, a vitória na Unesco é vista como um passo adiante na tentativa de ter seu Estado reconhecido pela ONU . A agência cultural foi a primeira na qual os palestinos buscaram integração como membro total desde que o presidente Mahmoud Abbas entrou com o pedido de reconhecimento palestino nas Nações Unidas, em 23 de setembro.

Israel também reagiu classificando a admissão de "manobra unilateral" palestina, dizendo que ela afasta as perspectivas de um acordo de paz. "Israel rejeita a decisão da Assembleia Geral da Unesco de aceitar a Palestina como Estado membro da organização", indica um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, ao estimar que "se trata de uma manobra palestina unilateral que não mudará nada no terreno, mas que afasta a possibilidade de um acordo de paz".

Ao justificar a decisão de Washington de cortar o envio de fundos à Unesco, a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que a votação desta segunda-feira ativa uma legislação dos anos 1990 que obriga um corte completo de financiamento americano a qualquer agência da ONU que aceite os palestinos como membro pleno antes de que seja alcançado um acordo de paz israelo-palestino. A Unesco depende dos EUA para 22% de seu orçamento - ou cerca de US$ 70 milhões.

Washington se opõe ao pedido palestino de uma cadeira na ONU sob o argumento de que isso não ajudaria nos esforços de reviver as negociações de paz com Israel, que sofreram colapso no ano passado.

Com EFE

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