O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, em visita a Santiago, que o Brasil fará o possível para que o povo do Chile sofra o mínimo possível com esta catástrofe, referindo-se ao terremoto que atingiu o país no sábado.


Em uma mudança inesperada de agenda, nesta segunda-feira Lula deixou Montevidéu, onde permaneceu por três horas para acompanhar a cerimônia de posse do novo presidente do Uruguai, e seguiu para o Chile.

Primeiro chefe de Estado a chegar ao país após o terremoto, Lula expressou apoio ao povo chileno. "Seremos solidários ao Chile, e já disse à presidente Bachelet que ela pode contar conosco", afirmou. "Pode me chamar a hora que quiser".

Bachelet, por sua vez, agradeceu a ajuda brasileira. "Quero agradecer ao presidente Lula, que demonstra mais uma vez que é um grande líder mundial e da América Latina e um grande amigo do Chile", disse.

AP
Bachelet e Lula se encontram em Santiago

Bachelet e Lula se encontram em Santiago

O presidente brasileiro anunciou o envio de dois grupos de resgate e de um "grande hospital de campanha, da Marinha", que deve chegar ao Chile a partir desta terça-feira em aviões Hércules.

Lula revelou que, felizmente, não há informação de brasileiros entre as vítimas do terremoto, e disse que espera a rápida recuperação do Aeroporto de Santiago para que os cidadãos do Brasil possam voltar ao país.

O presidente destacou que se a recuperação do aeroporto não for rápida, analisará com Bachelet um modo de retirar os brasileiros do Chile com o auxílio de aviões da Força Aérea Brasileira.

A pista do aeroporto de Santiago está em perfeito estado. O problema não é esse, mas o prédio atingido", afirmou. "Mas quero dizer aos brasileiros que nossa embaixada está atenta e que, se for necessário, encontraremos uma forma de buscar os brasileiros aqui, com aviões da Força Aérea.

Na madrugada de sábado, o primeiro e mais forte de uma série de tremores devastou cidades do Chile. Grandes ondas que se seguiram ao terremoto causaram destruição em regiões costeiras e o número de mortos, que ultrapassou 700 , deve subir.

'Bom governo'

Inicialmente, a previsão era de que Lula se encontrasse com Bachelet somente no dia 11 de março, na posse do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera. Quando estava no Uruguai, porém, ele mudou a agenda.

"Eu estava na posse do companheiro Pepe Mujica e liguei para a presidente Michelle Bachelet. Decidi vir logo dar a minha solidariedade e condolências às famílias das vitimas", afirmou.

Segundo Lula, após o "bom governo" feito por Bachelet, ela e as vítimas "não mereciam esta catástrofe" no fim de seu mandato.

Com BBC e EFE

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