Brasil está pronto para ajudar Colômbia em libertação de reféns

BOGOTÁ (Reuters) - O Brasil só apoiará logisticamente novas operações para a libertação de reféns sequestrados pelas Farc por razões humanitárias e a pedido prévio do governo da Colômbia, disse nesta segunda-feira o chanceler brasileiro, Celso Amorim. Amorim se reuniu com seu colega colombiano, Jaime Bermúdez, na cidade caribenha de Cartagena em encontro no qual realizou-se a primeira reunião da comissão bilateral Brasil-Colômbia.

Reuters |

"Se houver outra situação na qual o Brasil possa ajudar estaremos prontos a fazê-lo, mas sempre em consulta com o governo colombiano", disse Amorim em entrevista coletiva.

"Somos muito respeitosos (em relação) à soberania dos países e dos governos que foram eleitos por seus povos", acrescentou Amorim.

Em fevereiro, o Brasil apoiou logisticamente com helicópteros e suas tripulações a libertação de seis reféns que estiveram sequestrados durante anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O grupo rebelde anunciou a entrega de um suboficial do Exército sequestrado por mais de 11 anos, mas a oferta não se concretizou devido à oposição do governo do presidente Alvaro Uribe, à participação da parlamentar do oposicionista Partido Liberal, Piedad Córdoba.

Sob poder do grupo rebelde seguem 22 efetivos das Forças Armadas que as Farc querem trocar com o governo por centenas de guerrilheiros presos.

Brasil e Colômbia acertaram em março, depois da libertação dos seis reféns, conduzir manobras conjuntas na selva e controlar o espaço aéreo usado pelos traficantes de drogas, o que despertou questionamentos das Farc.

No passado, o Brasil, que divide fronteira terrestre de 1.645 quilômetros com a Colômbia, advertiu que não permitiria a presença da guerrilha colombiana em seu território e ameaçou combatê-la militarmente.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG