Brasil está melhor classificado que os EUA na lista de países mais pacíficos

Londres, 20 mai (EFE).- O Brasil, assim como outros 13 países dentre as 20 nações latino-americanas analisadas pelo Índice Global da Paz-2008, que faz um raking dos países mais pacíficos do planeta, está melhor classificado que os Estados Unidos, enquanto Colômbia e Venezuela se situam entre os 20 países menos pacíficos do mundo.

EFE |

O Índice Global da Paz de 2008 analisou 140 nações, frente às 121 do ano passado, a partir de 24 indicadores, entre eles o número de conflitos internos e externos que afetam o país, o crime organizado, o risco de a população sofrer atentados terroristas, o nível de respeito aos direitos humanos, assim como o nível de militarização da região.

O índice, apresentado hoje na capital britânica por seu realizador, o australiano Steve Killelea, é liderado pela Islândia, enquanto um Iraque "destroçado pela guerra" volta a ocupar a última posição.

Os autores do ranking destacam a "grande dispersão" dos países latino-americanos na lista - o Brasil se manteve em 90º lugar, enquanto o pior colocado da região, Colômbia, amarga a 130ª posição, contrastando com Chile (19ª) e Uruguai (21ª), os mais bem classificados do subcontinente.

Entre eles, estão Costa Rica (34ª), Equador (100ª), Guatemala (103ª), Honduras (104ª), Haiti (109ª), Venezuela (123ª), passando pelo Panamá (48), Argentina (56ª), Paraguai (70ª) e Peru (80ª).

Das 20 nações latino-americanas analisadas, 14, entre elas Nicarágua (59ª), Cuba (62ª), Bolívia (78ª), República Dominicana (82ª) e Brasil (90ª) estão melhor classificadas que o vizinho do norte, EUA, que ocupa a 97ª posição, mesmo após subir sete postos em relação ao ranking do ano passado.

Os EUA, também superado por El Salvador (89ª) e México (93ª), ocupa esse lugar devido a seus níveis "muito altos" de despesa militar e sua participação em conflitos fora de suas fronteiras, mas também por sua alta porcentagem de prisioneiros, o maior número entre os 140 países analisados, além dos altos níveis de homicídios.

A Colômbia, que no ano passado já havia recebido a pior classificação entre os países latino-americanos, deve essa posição, sobretudo, ao conflito que há décadas castiga o país, mas também às altas taxas de homicídios, de crimes violentos e de risco de atentados terroristas.

Além disso, o respeito aos direitos humanos "é muito baixo" e a despesa militar é proporcionalmente a mais alta, juntamente com a de Cuba - entre os países latino-americanos analisados - embora consideravelmente mais baixo que em alguns países do Oriente Médio, segundo os autores do índice.

Além disso, o acesso a armas pequenas e leves "é muito fácil" na Colômbia, país pior classificado que Nigéria (129ª), Paquistão (127ª) e Mianmar (126ª).

O índice destaca, além disso, a Venezuela e o Paraguai como dois dos dez países que mais posições retrocederam com relação ao índice do ano passado.

A Venezuela caiu oito posições devido, segundo os autores da classificação, à "deterioração" nas relações com países vizinhos, ao "grande" aumento das exportações de armas para outros países e ao "relativamente grande" aumento de pessoal armado em comparação com outros países.

O Paraguai, por sua parte, caiu 12 postos devido a "uma queda no nível global dos direitos humanos" durante o ano passado.

O índice também leva em conta fatores como o número de população deslocada, as relações com países vizinhos, a instabilidade política e a possibilidade de manifestações violentas.

Além do Iraque, os últimos lugares foram ocupados por: Somália (139ª) Sudão (138ª), Afeganistão (137ª) e Israel (136ª), enquanto 16 das primeiras 20 posições foram ocupadas por democracias européias, a maioria membros da União Européia (UE).

Os membros do G8, por outro lado, ficaram distribuídos ao longo de todo o índice, desde a quinta posição, ocupada pelo Japão, até a 131ª, na qual se encontra a Rússia, devido a seus altos níveis de homicídios, ao alto índice de presos e à violação dos direitos humanos, entre outros fatores. EFE ep/fb

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