Brasil envia avião ao Suriname para resgatar 5 feridos

Rio de Janeiro, 30 dez (EFE).- O Brasil enviou hoje um avião para resgatar em Paramaribo cinco dos pelo menos 25 brasileiros feridos no ataque de 24 de dezembro executado por moradores locais contra um acampamento de mineiros estrangeiros ilegais no Suriname, informaram fontes oficiais.

EFE |

Além desses, pelo menos mais 20 dos cerca de 80 brasileiros hospedados provisoriamente em hotéis Paramaribo, capital do Suriname, serão repatriados na aeronave Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os feridos foram vítimas de um ataque promovido por habitantes locais contra um acampamento de "garimpeiros" na cidade de Albina, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Paramaribo, no qual viviam 200 mineiros brasileiros, chineses e javaneses.

Aparentemente, os agressores queriam vingar o assassinato de um habitante local cometido por um brasileiro, e por isso atacaram o acampamento, destruíram a infraestrutura e estupraram algumas mulheres.

Apesar de até agora não ter sido confirmada nenhuma morte, as autoridades investigam o paradeiro de pelo menos sete pessoas que estão desaparecidas.

O embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa, afirmou que foram confirmados pelo menos duas das 19 denúncias de mulheres que disseram ter sofrido violações.

Na segunda-feira, a FAB já tinha transferido cinco feridos para Belém, o mesmo destino dos repatriados nesta quarta-feira.

A aeronave enviada hoje está equipada com uma Unidade de Terapia Intensiva e conta com uma equipe de médicos, enfermeiros e auxiliares para atender aos feridos, explicou o major Mauro Henrique Monsanto, comandante do Hércules, em declarações da "Agência Brasil".

No avião também viajaram uma assistente social da Secretaria Especial de Políticas para a Mulher e um diplomata especializado em assuntos consulares.

Dos cinco feridos que serão transferidos, dois estão em estado grave, embora não correm mais risco de morte. Um deles poderá ser submetido a uma cirurgia para a amputação de um braço devido aos ferimentos.

Os outros 20 brasileiros que ficaram feridos durante os ataques já foram liberados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na terça-feira com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para informar sobre os ataques contra a comunidade brasileira no Suriname.

"Durante a conversa, Ban Ki-moon foi informado que a Polícia do Suriname identificou e deteve 22 suspeitos de participação nos ataques aos brasileiros", segundo a "Agência Brasil". EFE cm/dm

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