Brasil envia 14 de toneladas de alimentos e remédios para Gaza

RIO DE JANEIRO - O Brasil enviou nesta sexta-feira 14 toneladas de alimentos e remédios para a população de Gaza, que serão entregues na próxima terça-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informaram fontes oficiais.

Redação com agências internacionais |

As 8 toneladas de alimentos e 6 toneladas de remédios foram embarcadas em um avião "Hércules" da Força Aérea Brasileira com destino à Jordânia, de onde a carga será enviada a Gaza com a ajuda de organizações humanitárias.

Amorim, que no domingo viajará a Israel, aos territórios palestinos, à Síria e à Jordânia para missão de paz na região, participará na próxima terça-feira de uma cerimônia oficial em Amã na qual o Brasil fará a entrega oficial da ajuda humanitária.

"Trata-se de um gesto de solidariedade do Brasil para com o povo palestino, que está enfrentando uma crise humanitária de grave e de grandes proporções", disse o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Botelho Barbosa, responsável pela aquisição da carga.

AFP
Palestinos recolhem o que sobrou de suas casas


A Chancelaria brasileira informou que os alimentos e os remédios foram enviados a pedido da Autoridade Nacional Palestina devido às dificuldades sofridas pelos habitantes de Gaza.

De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, os alimentos doados têm alto valor calórico e proteico, como sardinhas em lata, fiambre de boi em lata, leite em pó, biscoitos salgados, macarrões instantâneos, farinha de milho e açúcar.

Segundo a Cruz Vermelha Internacional, os constantes bombardeios e combates no território palestino dificultaram o acesso dos feridos ao atendimento médico e da população aos alimentos básicos e à água.

Nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que pede um cessar-fogo imediato das hostilidades em Gaza, seguido pela retirada das forças israelenses da região. No entanto, Israel e Hamas rejeitaram o pedido da ONU por considerar que a proposta não satisfaz suas respectivas necessidades de segurança e liberdade de movimento.

"Israel atuou, atua e seguirá atuando de acordo com suas necessidades, a segurança de seus cidadãos e seu direito à legítima defesa", disse a chanceler Tzipi Livni, após saber da resolução.

As estimativas são de que, em quase duas semanas, o conflito tenha matado 770 palestinos e 14 israelenses.

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