Brasil e Venezuela avançam em Mercosul, mas refinaria fica para depois

Durante um encontro em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, avançaram nas discussões sobre a entrada da Venezuela no Mercosul, mas não chegaram a um acordo sobre a parceria entre os dois países na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Só não foi possível concluir o acordo entre a Petrobras e a PDVSA, porque são duas moças muito bonitas, muito fortes, que disputam milimetricamente cada problema, disse Lula.

BBC Brasil |

O projeto da refinaria foi lançado em 2005, com investimento previsto de US$ 9 bilhões, sendo 40% da Venezuela e 60% do Brasil.

Os dois governos, no entanto, não chegaram a um acordo sobre detalhes do contrato, como o valor a ser pago pelo petróleo que virá da Venezuela. A negociação foi prorrogada por mais 90 dias.

Os dois presidentes lamentaram o fato de um acordo sobre a refinaria não ter sido possível. A conversa foi fechada à imprensa mas, por um engano da organização, o áudio foi captado por um microfone e transmitido pelo sistema.

"Não podemos conceder um preço diferenciado para a Petrobras. O preço tem que ser de mercado e funciona assim em todo o mundo: em Cuba, Estados Unidos e Rússia", disse Chávez.

Mercosul
Outro tema da agenda bilateral, os preparativos para a entrada da Venezuela no Mercosul "avançaram", de acordo com o Itamaraty.

A Venezuela apresentou um cronograma mais detalhado sobre sua adaptação às regras do bloco. Lula disse esperar que o assunto seja votado pelo Senado brasileiro nos próximos três meses.

"Os que apostaram no fracasso das relações ou no enfraquecimento do Mercosul perderam", disse o presidente brasileiro.

A Comissão de Relações Exteriores do Senado marcou para o dia 10 de junho mais uma audiência pública para debater o tema.

Crédito
Os governos de Venezuela e Brasil assinaram uma carta de intenções na área bancária, que prevê projetos habitacionais da Caixa Econômica Federal no país vizinho. A execução dos projetos, no entanto, está sujeita a um estudo de viabilidade.

Os dois países discutem ainda novas linhas de financiamento do BNDES à Venezuela, mas nenhum acordo foi formalizado durante a reunião em Salvador.

A mais provável, até o momento, é uma linha de crédito para a ampliação do metrô de Caracas, no valor US$ 730 milhões.

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