Brasil e UE lançam plano de ação para associação estratégica

RIO DE JANEIRO - Brasil e União Européia (UE) anunciaram, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, ao término da 2ª cúpula Brasil-União Européia (UE), um plano de ação para concretizar a Associação Estratégica que definiram em julho do ano passado em Lisboa.

EFE |

A decisão foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em companhia dos líderes francês Nicolas Sarkozy - cujo país exerce a Presidência semestral da UE - e da Comissão Européia (CE, órgão executivo do bloco comunitário), José Manuel Durão Barroso.

O chamado Plano de Ação para Associação Estratégica "constituirá o principal marco de nosso diálogo e cooperação", afirmou Lula em declaração lida à imprensa.

"Neste momento de tanta incerteza e turbulência no cenário global, podemos trabalhar juntos em temas cruciais para nossos países e para a comunidade internacional", acrescentou.

Sarkozy afirmou, por sua vez, que "Brasil e União Européia têm de ter uma mesma visão para poder promover mudanças no mundo".

O plano de ação foi lançado cerca de duas horas depois de empresários brasileiros e europeus, igualmente reunidos no Rio de Janeiro, terem se queixado da lentidão das duas partes para impulsionar uma aliança estratégica.

Segundo os empresários, desde seu lançamento há mais de um ano, a aliança estratégica praticamente não avançou.

O plano de ação prevê encontros periódicos em várias áreas e em diferentes níveis para poder transformar a aliança estratégica em acordos de cooperação econômica, política, social, ambiental, científica e tecnológica.

Os mecanismos regulares de diálogo previstos facilitarão a troca de informações e a cooperação científica e tecnológica entre Brasil e UE, segundo Lula.

"O plano de ação conjunto permitirá a ambos os lados dar início a novos diálogos regulares, assim como aprofundar a associação existente nas áreas de importância estratégica mútua", informa declaração divulgada pelos presidentes brasileiro e da UE após a reunião.

Tanto Lula como Sarkozy e Durão Barroso expressaram na declaração "a expectativa de uma rápida implementação do plano de ação conjunto" e destacaram a importância de que sejam proporcionados "benefícios concretos a seus cidadãos".

O plano de ação também prevê negociações para estabelecer uma posição comum em temas como desarmamento, não-proliferação de armas químicas e biológicas, desenvolvimento sustentável, mudança climática e política energética.

Uma das prioridades na cooperação serão os setores de ponta em áreas de biotecnologia e nanotecnologia.

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