Brasil e União Européia (UE) anunciaram nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, um plano conjunto com uma série de ações que deverão ser implementadas ao longo dos próximos três anos. O compromisso foi firmado pelo presidente da França e atual presidente do Conselho da União Européia, Nicolas Sarkozy, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reuters

Lula e Sarozy se cumprimentam

O plano é uma tentativa de colocar em prática a Parceria Estratégica, assinada no ano passado e que, até o momento, não teve grandes desdobramentos.

O documento é composto por seis temas, entre eles a crise financeira mundial, mudanças climáticas e as relações bilaterais entre Brasil e União Européia. O texto, no entanto, não detalha como e quando cada política será adotada.

No que diz respeito à crise financeira, os dois líderes se comprometeram a discutir uma proposta comum, em uma tentativa de defender posições semelhantes na próxima reunião de líderes do G20, marcada para o dia 2 de abril, em Londres.

O texto fala ainda da necessidade de os países manterem-se "assertivos e ambiciosos" no processo de reforma da arquitetura financeira global.

"Não podemos admitir que nenhuma instituição financeira no mundo atue sem ser fiscalizada e supervisionada", disse o presidente Sarkozy.

'Nova organização mundial'

Ainda segundo ele, há um esforço, junto com o governo brasileiro, de lançar as bases de uma nova organização econômica mundial. "Estamos decididos a fazer com que as coisas mudem", disse.

Reuters
Presidente francês discursa
O presidente Lula falou do compromisso brasileiro em mudança climática. Citou o plano de metas que prevê redução do desmatamento em 71% até 2017 e de 80% até 2020, comparando-o com outros países.

"Esse valor é mais do que todos os países ricos juntos se comprometeram a fazer. É mais do que tudo que foi acordado no Protocolo de Kyoto", disse Lula.

Os dois presidentes falaram à imprensa logo após o 2º Encontro Brasil-União Européia, evento voltado para a integração entre empresários dos dois lados.

Apesar das palestras com importantes personagens da política e economia nacionais, na parte da tarde apenas a metade do auditório, com capacidade para 500 pessoas, estava ocupada.

Leia também:

Leia mais sobre: Sarkozy no Brasil

    Leia tudo sobre: lula
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.