Brasil é principal parceiro dos EUA no Haiti, diz Obama a Lula

BRASÍLIA - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse que o Brasil é o principal parceiro dos Estados Unidos no Haiti, devastado por um forte terremoto na semana passada. Obama ligou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta segunda-feira, segundo a presidência. Durante 15 minutos, eles conversaram sobre a coordenação dos esforços de ajuda humanitária ao Haiti e Lula se disse preocupado em evitar as tropas brasileiras sejam sobrecarregas: a Minustah não pode cuidar de tudo sozinha.

Reuters |

O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto de magnitude 7 na terça-feira da semana passada, e as autoridades haitianas acreditam que mais de 200 mil pessoas podem ter morrido.

Em sua segunda ligação a Lula para falar do Haiti, Obama elogiou o papel do governo e apreciou a liderança do presidente brasileiro, depois de um recente desentendimento entre Brasil e Estados Unidos sobre a coordenação dos esforços no país caribenho.

O governo brasileiro anunciou nesta segunda a liberação de 35 milhões de reais para projetos sociais no Haiti, que deverão ser usados em trabalhos humanitários contra o "agravamento da situação de fome e das condições sanitárias", informou o Ministério do Planejamento.

Além do valor anunciado, o país já enviou dezenas de toneladas de mantimentos e medicamentos, além de cães farejadores, equipes médicas e um hospital de campanha para auxiliar o resgate das vítimas.

Obama também expressou seus pêsames pelas mortes de brasileiros no terremoto. O número de brasileiros mortos na tragédia subiu para 19, sendo 17 militares e dois civis.

O Brasil comanda as tropas da Minustah, missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, e, antes do terremoto, tinha 1.266 militares no país.

Segundo o Planalto, Lula disse a Obama que a Minustah não pode cuidar de tudo sozinha e propôs a criação de um grupo de força-tarefa de ministros para que a missão não deixe de cumprir com os compromissos assumidos.

Obama afirmou que Brasil e EUA têm de estar unidos nos esforços humanitários e que, junto ao Canadá, deveriam assumir a liderança na questão das doações às vítimas do terremoto.

O Canadá sediará em Montreal, em 25 de janeiro, uma reunião informal de ministros das Relações Exterior para organizar uma conferência maior de doadores internacionais. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, também propôs um encontro para a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti.

(Por Raymond Colitt)

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