Brasil e outros países do Bric vão debater futuro do dólar

Brasília, 1 jun (EFE).- Os presidentes de Brasil, Rússia, Índia e China, países que formam o grupo Bric, analisarão em 16 de junho uma ampla agenda que incluirá um debate sobre o futuro do dólar como moeda de referência, disseram hoje fontes oficiais brasileiras.

EFE |

Os presidentes dessas quatro grandes economias emergentes se reunirão na cidade russa de Ekaterimburgo e manterão uma "ampla discussão sobre a agenda econômica e política internacional", como disse em coletiva de imprensa o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger.

Mangabeira Unger participou de reunião preparatória realizada na semana passada em Moscou e explicou que a agenda abrangerá a reforma das instituições internacionais, o regime mundial de comércio, o papel do dólar como moeda de referência, a mudança climática e os biocombustíveis, entre outros assuntos.

"Há uma grande preocupação com o futuro do dólar dentro da atual crise financeira global", declarou Mangabeira Unger.

No entanto, esclareceu que o debate dentro do grupo Bric só se coloca "do ponto de vista da análise", por isso que "não se deve esperar" que Brasil, China, Índia e Rússia formulem algum tipo de proposta concreta em Ekaterimburgo.

O assessor presidencial indicou que a "preocupação" em relação ao dólar é compartilhada pelos países do Bric, mas também que existe consenso no sentido de que "não se pode permitir que o debate agrave a volatibilidade" gerada pela crise na divisa americana.

Quanto às possíveis alternativas futuras ao dólar, que "não são para um curto prazo", Mangabeira Unger citou o estabelecimento de uma bolsa de moedas ou os Direitos Especiais de Giro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Também disse que, no futuro, pelo menos os Brics poderiam usar mecanismos próprios, como um "experimento" que Brasil e China iniciaram este ano e que aponta utilizar suas próprias divisas no comércio bilateral.

No entanto, admitiu que dentro do grupo ainda se está "muito longe de formular um plano ou um programa comum" de ações e indicou que atualmente o que se tenta é identificar "atitudes" e "opiniões" que possam ser compartilhadas. EFE ed/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG