SÃO PAULO - Entre os latino-americanos, os brasileiros são os que mais acreditam que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, será capaz de tomar decisões que levem ao fim da crise econômica mundial, segundo estudo feito em diversos países da região. A pesquisa feita pela empresa eCMetrics aponta que, de forma geral, os latino-americanos acreditam que a crise acabará durante a gestão Obama, com 77% dos entrevistados se dizendo otimistas.

No entanto, 46% dos brasileiros disseram acreditar que o final da crise depende de ações específicas do novo presidente, um pouco mais do que a média da região, de 39%. Já para outros 38% de entrevistados na região, a resolução da crise não depende apenas dos Estados Unidos.

Ataques

Entre as nacionalidades pesquisadas, os brasileiros também são os que mais ficaram satisfeitos com o resultado das eleições (87%) e acreditam que os EUA estarão melhor com o novo presidente (90%).

Os entrevistados do Brasil foram ainda os que mais disseram acreditar que o mundo será um lugar melhor com Obama, 68%. Os argentinos se mostraram os menos otimistas nessa questão, com apenas 53% das respostas afirmativas.

Mas tanto brasileiros quanto argentinos foram os mais pessimistas dos entrevistados quando o assunto é ataques terroristas. Nestes dois países, 75% dos entrevistados (pouco acima da média geral de 70%) disseram acreditar que existe algum risco de ataque terrorista durante o mandato de Obama.

De forma geral, o fator mais marcante (46%) deste pleito para os latino-americanos foi a eleição do primeiro negro para o cargo de presidente americano. A pesquisa sugere também que a imagem do ex-presidente George W. Bush é percebida diferentemente de acordo com o país.

No Brasil, o traço mais associado a ele é a arrogância (31%, ante a média de 25% para a região). Já entre os argentinos, é mais comum associar Bush com a idéia de incapacidade (28%, ante a média de 25% para a região).

A pesquisa foi realizada na primeira quinzena de janeiro, com um total de 1.646 pessoas nos principais países da América Latina. No Brasil, foram entrevistadas 684 pessoas.

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