Brasil e França esperam concluir logo acordos de defesa

PARIS (Reuters) - França e Brasil anunciaram na terça-feira que esperam concluir em breve novos acordos no campo da indústria da defesa. Os presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram no Palácio do Eliseu antes da visita que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fará à França entre 10 e 14 de julho para preparar a assinatura de vários acordos.

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"Precisamos fortalecer as relações franco-brasileiras na indústria de defesa", disse Lula em coletiva de imprensa conjunta com Sarkozy.

"Esperamos concluir certos acordos em setembro (no dia 7), durante a próxima visita de Sarkozy ao Brasil como convidado especial para o Dia da Independência", disse Lula.

Em dezembro passado a França firmou acordo com o Brasil para contratos militares no valor de 6 bilhões de euros (aproximadamente 8,3 bilhões de dólares), relativos especialmente à entrega de quatro submarinos e 50 helicópteros.

"Fizemos uma avaliação da cooperação estratégica militar, envolvendo aviões, helicópteros e submarinos", explicou Sarkozy.

"Já assinamos vários documentos e vamos assinar outros. Eu propus ao Brasil que desenvolvêssemos uma aviação militar real, em conjunto com as transferências de tecnologia."

A colaboração entre o Brasil a vizinha Guiana Francesa foi tratada durante o almoço de trabalho.

"Estamos dispostos a abrir nosso centro espacial de Kourou, na Guiana, para receber engenheiros brasileiros", disse o presidente francês.

A construção da ponte sobre o Oiapoque, o rio que faz a fronteira natural entre Brasil e Guiana, deve ser concluída em outubro de 2010, "finalmente", segundo Sarkozy. O projeto, que deve ligar as cidades de Oiapoque, no Brasil, e Saint-Georges de l'Oyapock, na Guiana, foi iniciado em 1997.

A colaboração entre a Guiana e o Brasil também abrange o aspecto do meio ambiente, segundo o presidente francês.

"Vamos cooperar na Amazônia para assegurar a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. Vamos criar um centro de biodiversidade brasileiro e francês", disse Sarkozy.

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