Brasil e França defendem missão da ONU no Haiti

Os chanceleres de Brasil e França, Celso Amorim e Bernard Kouchner, defenderam nesta sexta-feira, em Porto Príncipe, a renovação do mandato da missão de estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), que termina em meados de outubro.

AFP |

Celso Amorim destacou que a Minustah deve permanecer, ao menos, até a realização das próximas eleições gerais no Haiti.

"Evidentemente, isto dependerá da vontade dos haitianos, mas acredito que, no mínimo, a Minustah deva permanecer até a posse de um governo eleito", disse Amorim sobre a missão da ONU, cuja força militar é comandada pelo Brasil.

Kouchner estimou que "a missão da ONU ainda é necessária. Ela é uma segurança, uma garantia contra o retrocesso, um inestimável elemento de segurança".

O chanceler francês assinalou que a Minustah não ficará para sempre no Haiti: "Estou um pouco habituado às operações de manutenção de paz (...), mais cedo ou mais tarde a responsabilidade passa ao país anfitrião, e quanto mais cedo, melhor".

Amorim e Kouchner firmaram na capital haitiana um acordo para a formação de um banco de leite materno que atenderá mais de 30 mil bebês de mães com o vírus da Aids.

"É uma ideia brasileira (...) que começa a se difundir na América do Sul e na África. O Brasil fornece sua experiência e a França financiará a compra do material pesado", disse Kouchner.

Segundo Amorim, "há um engajamento profundo dos dois países no Haiti, e o projeto do banco de leite materno é um símbolo de tudo o que podemos fazer" aqui.

cre/LR

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