Brasil e EUA não devem aceitar golpe, diz Lula

NOVA YORK - Em declaração feita no início desta terça-feira em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Brasil e Estados Unidos não devem aceitar um golpe militar em Honduras.

Redação com agências internacionais |

"Não podemos aceitar mais golpe. Não temos o direito de aceitar que alguém se ache no direito de tirar uma pessoa eleita democraticamente e colocar no seu lugar uma pessoa que ele entenda que seja boa", discursou Lula.

Na segunda-feira, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltou a seu país e ficou refugiado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa . Roberto Micheletti, presidente interino de Honduras, fez um pedido para que o Brasil entregue Zelaya à Justiça.

"Sem interferência"

Em entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse ter conversado diretamente com Zelaya por telefone. Segundo ele, o Brasil espera que a volta do presidente deposto a Tegucigalpa represente um novo estágio nas negociações com o governo interino.

Amorim afirmou que o Brasil "não teve nenhuma interferência" nos fatos que levaram à presença de Zelaya em sua embaixada, limitando-se a conceder permissão para que ele entrasse no prédio, algumas horas antes de sua chegada.

"O presidente disse que chegou a Honduras por meios próprios e pacíficos", indicou Amorim. "Declarou sua intenção de iniciar um diálogo com as forças políticas para que se possa chegar a uma solução rápida", acrescentou.

Amorim disse ter se comunicado com o secretário-geral da OEA (José Miguel Insulza) e com o governo americano para assegurar que não exista nenhum tipo de ameaça contra a segurança de Zelaya nem contra o pessoal da embaixada brasileira.

O Brasil rompeu as relações diplomáticas com Honduras depois do golpe de Estado e carece de contatos formais com o governo de fato.

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