Brasil e Cuba iniciaram nesta sexta-feira em Havana um diálogo político que inclui o tema Direitos Humanos, por ocasião da VII reunião de consultas entre ambas as chancelarias que durará dois dias, segundo funcionários de ambos os países.

"O Brasil desempenhou um papel muito importante na defesa dos Direitos Humanos para todos os seres humanos e estamos satisfeitos por ter uma excelente coordenação", disse o vice-chanceler cubano, Bruno Rodríguez, ao receber seu colega brasileiro, Samuel Pinheiro Guimarães.

Rodríguez saudou "a liderança brasileira em muitos temas de caráter internacional" e considerou que "nas novas circunstâncias, o Brasil adquire responsabilidades ainda maiores" em relação aos Não-Alinhados e ao Grupo dos 77.

Pinheiro Guimarães assegurou que o Brasil fará "todo o possível" na cooperação com Cuba "para superar este momento difícil" causado pelos furacões Ike e Gustav, em sua passagem pela ilha em setembro, quando deixaram danos estimados em 5 bilhões de dólares.

O diplomata brasileiro reiterou a afirmação que o chanceler Celso Amorin fez durante sua visita de maio a Havana: "queremos ser o sócio número um de Cuba em seu processo de desenvolvimento e nas relações sociais e políticas".

Acrescentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Cuba em janeiro e assinou 10 importantes acordos, "dá uma atenção muito pessoal às relações com Cuba".

Esses acordos são referentes à participação brasileira na busca de petróleo em zona econômica cubana no Golfo do México, à formação de uma empresa mista para lubrificantes, às transferências de licenças e patentes biotecnológicas, e a um crédito brasileiro para a compra de alimentos, para a modernização de uma usina de níquel e para a pisicultura.

Também está incluída a cooperação no cultivo de soja, na vigilância sanitária e em estudos de águas subterrâneas, entre outros.

"A execução dos acordos caminha bem", disse Rodríguez.

Pinheiro Guimarães, que chegou na noite de quinta-feira a Cuba, onde permanecerá até sábado, se reunirá também com o chanceler Felipe Pérez Roque, com o chefe de Relações Internacionais do Partido Comunista, Fernando Remírez, e com o presidente do Instituto de Cinema, Omar González, segundo o programa previsto.

Também visitará as instalações do Instituto de Engenharia Genética e Biotecnologia.

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