Brasil e Chile querem incentivar comércio de serviços e investimentos

Santiago do Chile, 3 abr (EFE).- Brasil e Chile elaborarão uma agenda de trabalho para incentivar o comércio de serviços e iniciarão as conversas para criar um protocolo de investimentos entre os dois países, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

Estes foram os compromissos assumidos hoje em Santiago pelas delegações de ambos os países na reunião preparatória da 5ª Comissão Bilateral de Comércio entre Chile e Brasil.

O encontro foi presidido pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, e pelo diretor de assuntos econômicos bilaterais da Direção Geral de Relações Econômicas Internacionais do Chile, Andrés Rebolledo.

"Depois de fechar as negociações sobre serviços com o Mercosul no ano passado, o passo seguinte é a criação de instâncias de trabalho que permitam a promoção e ampliação do comércio deste setor", afirmou Rebolledo.

O chileno disse que os países pretendem trabalhar em uma agenda conjunta que permita "identificar novos setores e incentivar o comércio, sem deixar de lado a importância da participação dos setores privados nesta tarefa".

Este aprofundamento das relações comerciais, que faz parte do Acordo de Complementação Econômica entre Mercosul e Chile vigente desde 2006, prevê a incorporação de um protocolo de investimentos para aumentar o comércio na região.

"Outro ponto de grande interesse para o Chile é a pronta incorporação de um protocolo de zonas francas ao Mercosul, o que começaria a ser implantado em primeira instância com o Brasil ", destacou Rebolledo.

Paralelamente à reunião das delegações, foi realizada hoje a terceira edição do encontro empresarial "Chile País Plataforma", organizado pela Sociedade de Incentivo Industrial chilena (Sofofa, em espanhol) e pela Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O encontro foi aberto por Welber Barral e pelo ministro da Economia chileno, Hugo Lavados. Ambos destacaram a importância da integração comercial e a conveniência de utilizar o Chile como uma plataforma de exportação e investimentos.

O Brasil é o principal parceiro comercial do Chile na América Latina e o quinto destino das exportações chilenas em nível mundial.

EFE gs/bba

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