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Brasil e Argentina devem definir preços justos , diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou nesta sexta-feira minimizar as desavenças na área comercial entre Brasil e Argentina e disse que os dois países precisam determinar preços justos para seus produtos, a fim de evitar a prática de dumping. No início deste mês, a Argentina decidiu ampliar a lista de produtos sujeitos a controles de importação por meio do mecanismo de licenças não automáticas, o que desagradou exportadores brasileiros.

BBC Brasil |

"Temos que trabalhar a definição dos preços equivalentes, dos preços justos, para que a economia de um país não sufoque a economia de outro país", disse o presidente, que participou com a colega argentina, Cristina Kirchner, de um seminário na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista.

"Precisamos de comércio e de aperfeiçoar as relações. Todo mundo quer proteger sua empresa. O melhor é proteger os empregos e combater o dumping."

Cristina Kirchner ressaltou que a relação entre os dois países deve ser "vantajosa para ambas as partes", e que é natural adotar medidas como a que a Argentina adotou devido ao desiquilíbrio entre as economias argentina e brasileira.

"Pretender que a licença não automática para não aprofundar ainda mais esse déficit monstruoso (no comércio bilateral) é uma medida protecionista é um exercício de reducionismo ou defesa de uma só parte dos interesses."

Diante de uma plateia de empresários, Kirchner disse que "sempre há diferenças" entre dois países e pediu "compreensão", ressaltando as características da economia argentina.

Segundo ela, o Brasil "sempre concebeu a necessidade de desenvolver a indústria". "Os argentinos não tiveram essa sorte, por isso necessitamos da compreensão e da inteligência de vocês, homens e mulheres de negócios do Brasil", afirmou a presidente argentina.

Lula e Kirchner também ressaltaram que, devido à parceria que mantêm, os dois países chegam favorecidos à cúpula do G20, que será realizada no início do mês que vem em Londres e deve concentrar suas discussões na crise financeira global.

"Pela primeira vez na história, dois países em desenvolvimento chegam para uma reunião do G20 com mais autoridade e moral que os países ricos. Somos parte da solução", disse Lula.

Kirchner disse que há a necessidade "de articular estratégias e posições comuns com o presidente Lula e outros mandatários no G20 para que os países desenvolvidos assumam sua cota de responsabilidade" na crise.

"Estou convencida de que podemos nos colocar frente ao mundo no G20 e propor qual é o modelo que deve ser desenvolvido."

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