Brasil diz que capitalização do BID deve incluir reformas

Medellín (Colômbia), 30 mar (EFE).- O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que a capitalização do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deveria ser acompanhada de reformas sobre a representação de países e contemplar a descentralização do organismo.

EFE |

"Apoiamos uma revisão imediata da insuficiência de capital do BID", destacou o ministro ao assinalar que o debate sobre a dimensão do banco é "oportuno".

"Mas o momento exige flexibilidade e ações concretas. Os países-membros devem renovar o compromisso em favor da solidez financeira, da formação de uma ação anticíclica e assumir as despesas da ampliação", advertiu durante a segunda sessão plenária da 50ª Assembleia do BID, na cidade de Medellín.

As palavras do ministro respondem à proposta do presidente do BID, Luis Alberto Moreno, de capitalizar a instituição para fazer frente a um maior número de créditos e assim facilitar financiamento aos países mais afetados pela crise.

O processo de capitalização do banco foi iniciado hoje com a aprovação de uma resolução para um estudo prévio por parte de todos os membros para determinar as condições em que aconteceria.

Neste sentido, Paulo Bernardo precisou que o processo de descentralização e fortalecimento das representações dos países-membros do BID deveria ser aprofundado.

Além disso, indicou que as correntes de recursos para financiar o comércio exterior, que ainda não recuperaram seus níveis anteriores, estão produzindo efeitos negativos no emprego e na renda em todo o planeta.

O ministro do Planejamento considerou que os instrumentos para a gestão do banco do setor privado deveriam ter mais autonomia.

"Somente uma ação organizada dos países, por exemplo, no âmbito do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), e a rigorosa ação das instituições financeiras internacionais poderiam restabelecer uma corrente equilibrada de recursos no plano internacional", acrescentou.

Além disso, especificou que a crise financeira teve um impacto real sobre todos os setores da economia, e ameaça com um retrocesso das conquistas sociais da última década. EFE fer/mh

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