Brasil deve liderar segurança na A.Latina, diz especialista

Santiago do Chile, 4 ago (EFE).- Brasil e Chile devem liderar uma agenda de segurança regional para a América Latina através do Conselho Sul-americano de Defesa, órgão criado pela União de Nações Sul-americanas (Unasul), disse hoje o diretor do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS), John Chipman.

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Ele afirmou que o exemplo da Ásia é muito instrutivo para a América Latina, onde tradicionalmente existe a tendência a "olhar para a Europa para criar uma Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ou uma Comunidade Europeia".

"Na Ásia houve um pequeno país, Cingapura, que teve este poder intelectual de fazer impulsionar uma agenda diplomática em regiões para assegurar mais cooperação em matéria de assuntos exteriores e defesa", afirmou Chipman.

No caso sul-americano, o especialista destaca o Chile, o qual considera "um país quase neutro que tem boas relações com quase todos os países da América do Sul", para dar o impulso intelectual à região.

Chipman afirma que o Brasil é o grande aliado, que, por ser uma potência, pode "assegurar que suas ideias tomem fins práticos".

A proposta do IISS para a região passa pelo Conselho Sul-americano de Defesa, criado em Santiago do Chile em março, o qual, segundo o diretor do IISS, deveria estabelecer uma agenda estipulada por todos os países que inclua desafios a longo prazo.

Entre suas proposições, Chipman citou a necessidade de aumentar a transparência entre os países integrantes, através da publicação de livros brancos e da troca de informação sobre problemas internos, como o tráfico de drogas.

Na agenda de sete pontos do IISS se contempla também a possibilidade de coordenar a resposta extrarregional dos países sul-americanos para harmonizar um ponto de vista estratégico e a necessidade de situar no plano multilateral as questões energéticas e de recursos naturais da região.

Chipman propôs o uso de tecnologia por satélite para vigiar as áreas de fronteiras e o estabelecimento de diferentes sanções na organização para incentivar o respeito às normas do novo Conselho.

Ele afirmou que se a Unasul não acertar uma agenda estável para o Conselho Sul-americano de Defesa, "cada país utilizará o fórum multilateral para acalmar seus problemas bilaterais". EFE rt/db

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