Brasil deve enviar mais 800 militares ao Haiti

Brasília, 20 jan (EFE).- O Governo brasileiro pediu hoje ao Senado que autorize o envio de 800 militares ao Haiti, para ajudar nas tarefas de ajuda às vítimas do terremoto do último dia 12.

EFE |

O pedido foi formalizado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e recebido pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que convocou para a próxima segunda-feira uma sessão extraordinária da comissão representativa do Congresso (em recesso até fevereiro).

Na sessão, será analisada exclusivamente a solicitação do Governo, que de acordo com alguns senadores deverá ser aprovada sem demora.

A intenção do Governo, segundo a agência de notícias do Senado federal, é que sejam enviados ao Haiti 700 homens do Exército e outros 100 da Polícia Militar.

A decisão é anunciada um dia depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar o envio de 3.500 militares e policiais, que se juntarão aos quase nove mil da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE ed/rr

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