São Paulo, 16 jun (EFE).- Cientistas brasileiros conseguiram isolar e descodificar uma sequência genética do vírus da gripe suína e detectaram uma mutação, informaram hoje fontes oficiais.

Técnicos do Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, informaram hoje em entrevista coletiva que, pela primeira vez, conseguiram ver o vírus AH1N1.

"Este trabalho é de extrema importância para monitorar o comportamento do vírus, o que vai contribuir com a produção da vacina e para avaliar a resposta aos remédios antivirais", disse Clelia Aranda, coordenadora do Departamento de Controle de Doenças de São Paulo.

Aranda assinalou que a mutação foi detectada na proteína hemaglutinina, responsável pela capacidade infecciosa do vírus, mas esclareceu que até agora não pode "afirmar que o vírus seja mais ou menos infeccioso".

Além disso, apontou que apesar da mutação detectada, não pode afirmar que haverá "uma grande alteração e que a vacina que está sendo produzida será eficaz".

O Instituto Adolfo Lutz também conseguiu tirar uma fotografia do vírus ampliado em 200 mil vezes com um microscópio eletrônico.

O aparelho que captou a imagem, capaz de fazer ampliações de até um milhão de vezes, foi importado do Japão em 2007 e custou R$ 650 mil.

No Brasil, 69 casos da gripe já foram confirmados, 27 deles no estado de São Paulo, o mais populoso do país, mas nenhuma morte por causa da doença foi registrada.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE az/pd

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