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Brasil descarta resolver problemas com Equador a qualquer preço

Brasília, 25 nov (EFE) - O embaixador brasileiro no Equador, Antonino Marques Porto, afirmou hoje que o Brasil deseja solucionar as divergências com Quito, mas esclareceu que não será a qualquer preço, e ratificou que a cooperação com o país vizinho está sob avaliação.

EFE |

Marques Porto foi chamado a consultas pelo Governo brasileiro depois que o Equador decidiu recorrer à justiça internacional para pedir uma arbitragem sobre um empréstimo de US$ 242,9 milhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O empréstimo era para financiar a represa hidroelétrica de San Francisco, erguida no Equador pela construtora Odebrecht, que foi inaugurada em meados de 2007 e deixou de funcionar em junho passado devido a falhas estruturais.

Marques Porto, em um comparecimento no Congresso, afirmou que o Governo desejou, com sua convocação a consultas, manifestar a "perplexidade" com a decisão de Correa, que não soube explicar e considerou "equivocada".

O diplomata assegurou que as relações com o Equador são "próximas" e negou que exista nessa nação algum tipo de ressentimento contra o Brasil.

"Não percebi nem na população, nem na imprensa, nem entre os empresários do Equador algum sentimento antibrasileiro", disse.

O embaixador ratificou que o Governo brasileiro está dedicado a estudar os 60 projetos de cooperação que tem neste momento com o Equador e que pelo menos 30 deles serão suspensos até que sejam superadas as atuais diferenças.

No Congresso, a oposição exigiu que o Governo adote medidas mais duras e, apesar de terem respaldado a convocação do embaixador para consultas, consideraram que foi uma atitude "tardia".

Do outro extremo se situou o PSOL, que expressou seu apoio ao Governo de Correa ao que qualificou de "graves prejuízos" causados pela Odebrecht "ao povo do Equador".

Em nota divulgada hoje, o PSOL expressou que o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva "preferiu assumir uma posição pela Odebrecht e chantagear o Equador, ao retirar seu embaixador" em Quito.

Segundo o partido, "o Governo equatoriano se destacou pela defesa da soberania e dos interesses de seu povo" e o Brasil deve "esgotar os caminhos da negociação ou, se é necessário, os caminhos jurídicos do caso". EFE ed/db

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