A estratégia brasileira de ajuda humanitária ao Haiti terá cinco áreas de atuação, segundo nota publicada pela Agência Brasil nesta quinta-feira. São elas: sepultamento dos mortos, socorro médico aos feridos, remoção de destroços, reforço da segurança nas operações e distribuição de suprimentos, principalmente água e comida.

Bombeiros e cães farejadores vão ajudar nas buscas de corpos.

O batalhão de engenharia do Exército ajudará na retirada dos escombros e desobstrução de ruas, para recuperar corpos soterrados e garantir a chegada de ajuda humanitária.

Hospitais
Além de ajudar nas operações de sepultamento, o governo brasileiro vai pedir ao governo haitiano a indicação de um local para a construção de um cemitério.

Os militares brasileiros planejam a construção de dois hospitais de campanha na capital, Porto Príncipe.

"As equipes e equipamentos para o primeiro, da Aeronáutica, devem seguir ainda hoje para o país caribenho. Também deverá ser enviado hospital de campanha da Marinha, além de kits do Ministério da Saúde com medicamentos para atendimento básico. Após o terremoto, muitos haitianos foram buscar socorro na sede da missão brasileira", afirma a nota.

O governo brasileiro diz acreditar que será necessário criar uma estrutura para receber, armazenar e distribuir a ajuda estrangeira que está sendo enviada ao Haiti.

Os militares do Brasil devem estar também preparados para evitar que a ajuda seja saqueada, segundo o plano aprovado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que chegou ao Haiti na quarta-feira.

Os três principais hospitais da cidade desabaram devido ao terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o país na terça-feira.

Além do hospital de campanha, o governo brasileiro também deve enviar ao Haiti kits com medicamentos para cerca de 10 mil pessoas e ambulâncias para o resgate.

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