Brasil defende na Itália fundo internacional de preservação ambiental

Frederico Rosas. Roma, 12 jun (EFE).- O Brasil defendeu hoje, no Fórum de Legisladores do G8+5 sobre Mudança Climática, em Roma, a criação de um fundo internacional abastecido por países desenvolvidos para remunerar produtores ou proprietários de terra que recuperarem e mantiverem preservados solo, floresta e mananciais.

EFE |

O G8+5 reúne os países do Grupo dos Oito (G8, os países mais desenvolvidos e a Rússia) mais nações emergentes, incluindo o Brasil.

No Brasil, o projeto Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) já foi apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e está em tramitação no Congresso.

"Os países desenvolvidos, por motivos históricos, deveriam arcar com maiores responsabilidades no combate à mudança climática", disse a segunda vice-presidente do Senado, Serys Slhessarenko (PT-MT), em discurso na Câmara dos Deputados italiana.

"Medidas de estímulo econômico são importantes para que a floresta siga em pé", completou Serys, que representou a delegação brasileira no plenário, sob olhar atento do ex-ministro da Fazenda e atual deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

A delegação brasileira defendeu que 47,8% da energia gerada no país é de origem renovável, "algo sem igual no mundo". E que a taxa de desmatamento já caiu cerca de 60% desde 2004.

"Em 2009, essa redução será ainda mais significativa. O desmatamento é uma de nossas chagas ambientais. Mas estamos aprendendo a combatê-lo", completou Serys.

Compõem também a delegação brasileira no evento os senadores Cícero Lucena (PSDB-PB) e Renato Casagrande (PSB-ES), o deputado federal Luciano Pizzatto (DEM-PR) e Rogério Studart, representante do país no Banco Mundial (BM).

"O Congresso aprovou recentemente uma lei de regularização de propriedades a 300 mil famílias, que não vão poder desmatar um metro a mais de terra", destacou, por sua vez, Pizzatto, que aposta em pesquisa e integração entre continentes como possíveis soluções ao problema da mudança climática global.

"Precisamos integrar continentes inteiros como a África, com países democraticamente organizados. No Brasil, passamos a adotar o termo socioambiental e não apenas ambiental", acrescentou, reforçando a importância do tema também no desenvolvimento social.

A delegação brasileira aposta também na Conferência de Copenhague (COP-15) de dezembro para assentar novas bases.

"O Brasil não verá problemas em reduzir suas emissões, junto com outros emergentes. Embora não tenha compromissos específicos com Kyoto, o país está fortemente empenhado no quadro da ONU e aprovou no fim do ano passado o Plano Nacional sobre Mudança do Clima", concluiu Serys.

O Fórum de Legisladores do G8+5 sobre Mudança Climática antecipa debates da Cúpula do G8, que acontecerá em julho também na Itália.

fr/rd

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