Brasil dará apoio logístico para libertação de reféns das Farc

O governo brasileiro dará apoio logístico para que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) receba seis reféns que serão libertados pelo grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A informação foi confirmada pelo embaixador do Brasil na Colômbia, Valdemar Carneiro, e por Carlos Ríos, do CICV.

BBC Brasil |

Carneiro disse que a responsabilidade da operação recai sobre o CICV e que a participação brasileira foi autorizada pelo governo colombiano.

Segundo Ríos, "ainda não foram definidos os detalhes", que incluem o transporte para os reféns do local onde estão sendo mantidos e os tipos de aeronaves que apoiarão a missão humanitária.

"O Brasil foi considerado (para participar da operação) por sua proximidade geográfica e pelas facilidades logísticas que poderia oferecer ao processo", disse um comunicado do CICV.

'Sem espetáculo'

A libertação dos reféns foi anunciada no dia 21 de dezembro último. Ela deverá ocorrer em etapas e ainda não tem data marcada.

O retorno de dois políticos - o ex-governador do Departamento (Estado) de Meta, Alan Jara, e o ex-deputado Sigifredo López - e quatro militares está levando mais tempo do que o previsto inicialmente.

O governo do presidente Álvaro Uribe disse que não quer que a libertação se transforme em um espetáculo e só aceitou a participação do CICV e da senadora da oposição, Piedad Córdoba.

Uribe havia autorizado também a participação de um delegado do Vaticano.

Córdoba sugeriu ainda a possibilidade de que James McGovern, um deputado democrata americano, também se envolva no processo. Mas as autoridades colombianas disseram que nunca receberam um pedido oficial nesse sentido.

Córdoba e o governo concordaram que os meios de comunicação não deverão estar presentes à entrega dos reféns pelos seqüestradores.

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