Brasil cria universidade para integrar a América Latina

Brasília, 12 jan (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje a ata de criação da Universidade Federal para a Integração Latino-Americana (Unila), um centro educativo destinado a incentivar à integração regional.

EFE |

Instalada em Foz do Iguaçu, na fronteira com a paraguaia Ciudad del Este e a argentina Puerto Iguazú, a instituição vai oferecer aulas bilíngues em espanhol e português, e um programa inédito de estudos latino-americanos, conforme o projeto aprovado.

O presidente da Comissão de Implantação da Universidade, Hélgio Trindade, afirmou na cerimônia que a tríplice fronteira vai se transformar no "polo universitário da América Latina.

A Unila contará com um corpo docente de 250 professores internos e outros 200 visitantes, metade de brasileiros e a outra, de países vizinhos.

Em um prédio provisório, as aulas começarão no segundo semestre com 1 mil alunos, enquanto está em obras o campus desenhado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

A meta da instituição é abrigar 10 mil alunos, brasileiros e de outros países da região, em um prazo de cinco anos.

A seleção dos estudantes será realizada por meio do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem), e os candidatos de outros países terão de passar por uma prova semelhante elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), encarregado de realizar o Enem.

O futuro campus ocupará uma área de 38,9 hectares em um terreno cedido pela hidroelétrica de Itaipu, a maior do mundo em funcionamento e cuja propriedade dividem o Brasil e o Paraguai.

A universidade terá seis prédios desenhados por Niemeyer e que foram inspirados no projeto da Universidade de Constantina (Líbano), uma de suas mais famosas obras, construída em 1969.

Nos primeiros semestres, a Unila oferecerá 14 cursos, vários deles, direcionados à política da região: Sociedade, Estado e Política na América Latina; Relações Internacionais e Integração Regional; e História e Direitos Humanos na América Latina.

Na área social e de humanas serão oferecidos cursos de Economia, Integração e Desenvolvimento; Comunicação, Poder e Mídias Digitais; Direito Internacional Comparado e Educação, Tecnologia e Integração.

Também haverá cursos nas áreas de Engenharia: Tecnologia das Energias Renováveis; Engenharia Civil; Gestão Integrada de Recursos Hídricos.

Além desses, outros cursos serão abertos como a Saúde Coletiva; Geografia, Território e Paisagem na Produção do Espaço; Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar; e Ecologia e Biodiversidade.

Orientados à formação de professores universitários, os cursos serão divididos em Ciências da Natureza; Interculturalidade e Integração; Esporte; Meio Ambiente e Políticas Sociais; e Políticas Linguísticas Latino-americanas. EFE mp/dm

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