Brasil cooperará com Nicarágua em agricultura, saúde, energia e moradia

Manágua, 18 jun (EFE) - Uma delegação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) concordou hoje em cooperar com a Nicarágua nas áreas de agricultura, habitação, energia e saúde, com um investimento total de US$ 400 mil, informou uma fonte oficial.

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O diretor da ABC, o embaixador Luiz Henrique Pereira da Fonseca, disse em entrevista coletiva que essa cooperação faz parte dos acordos assinados em agosto do ano passado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Ortega, da Nicarágua.

Pereira da Fonseca, acompanhado do chanceler nicaragüense, Samuel Santos, precisou que esses acordos permitirão a capacitação e troca de técnicos e brigadas para apoiar a agricultura, o desenvolvimento social -casas populares-, o energético e a saúde na Nicarágua.

Ele afirmou que, no setor agrícola nicaragüense, cooperarão com três projetos: capacitação da cadeia produtiva da mandioca, o melhoramento genético da produção de sementes e hortaliças e a semente de pasto.

Na área de desenvolvimento social, o Brasil cooperará com a Nicarágua no financiamento de casas populares através da Caixa Econômica Federal a baixos custos, sem especificar os valores, acrescentou.

Além disso, apoiará o programa Fome Zero na Nicarágua através de assistência técnica e capacitação.

No campo energético, o Brasil transmitirá conhecimentos sobre o programa Luz Para Todos, que dá acesso a esse serviço às famílias das zonas rurais, acrescentou a fonte.

Já no setor da saúde, assinalou o embaixador brasileiro, o Brasil disporá de equipes, tecnologia e conhecimento da Rede de Bancos de Leite Humano para ser aplicado na Nicarágua, o qual, assegurou, diminui a mortalidade infantil.

O chanceler nicaragüense qualificou de "positivo e produtivo" que Lula colabore a criar riquezas no campo, um dos focos do Governo de Ortega.

A missão sul-americana, que concluiu hoje sua visita de três dias pela Nicarágua, foi formada por funcionários da ABC, dos ministérios de Minas e Energia, e de Desenvolvimento Social, da Caixa Econômica Federal, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

EFE lfp/db

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