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Brasil condena intransigência do regime de facto de Honduras

WASHINGTON - O Brasil criticou nesta segunda-feira a intransigência do governo de facto hondurenho nas negociações com o presidente constitucional, Manuel Zelaya, realizadas na Costa Rica sob mediação do mandatário Oscar Arias e que terminaram sem um consenso.

Agência Ansa |


Durante reunião do Conselho Permanente da OEA, realizada nesta segunda-feira em Washington, o embaixador brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA), Ruy Casaes, criticou "o regime de facto", ao mesmo tempo em que cumprimentou Zelaya por dar "mostras de consciência democrática".

No último domingo, a delegação do mandatário deposto, liderada por Rixi Moncada, aceitou a proposta de sete pontos apresentada por Arias para solucionar a crise no país. Por outro lado, Carlos Lopéz, representante do governo de facto, a considerou "inaceitável".

"A pressão internacional deve continuar e até aumentar. Espero que os países-membros revejam profundamente suas relações com Honduras, aumentando a pressão internacional", afirmou o diplomata brasileiro.

Casaes ressaltou também que "o ponto central do processo conduzido" é o restabelecimento da democracia, "sendo primordial o retorno de Zelaya à presidência" e "que se chegue a um entendimento em benefício do povo de Honduras".

Por sua parte, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, ao abrir a sessão, agradeceu ao presidente costa-riquenho, valorizando o "esforço" realizado e ratificou o "pleno apoio" da entidade "para que [ele] continue a mediação".

O embaixador mexicano na OEA, Gustavo Albin, defendeu, por sua vez, que "a crise que afeta o povo hondurenho" deve ser resolvida o quanto antes para evitar derramamento de sangue. Outras delegações também reiteraram suas posições de repúdio ao golpe do último dia 28 de junho, cometido contra Zelaya.

Denis Ronaldo Moncada, embaixador da Nicarágua na instituição, pediu também que Honduras "cumpra as resoluções" aprovadas pela OEA, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por outros organismos internacionais.

Avanço das negociações

Para o embaixador costa-riquenho na OEA, José Enrique Castillos, no entanto, as negociações do último domingo não fracassaram, ao contrário, elas "progrediram" com um "considerável avanço".

"A delegação do governo de facto não repudiou a proposta de acordo. Eles querem um prazo adicional de 72 horas, até quarta-feira. Pediram isto para poder levar a Honduras a proposta e apresentá-la a todos os segmentos do governo", explicou o diplomata. "A mediação está bem encaminhada. Creio que estamos muito perto do final", garantiu Castillos.

A proposta de Arias inclui a restituição de Zelaya; a formação de um governo de unidade e reconciliação nacional; anistia geral para todos os delitos políticos ocasionados por este conflito; entre outros pontos.

No domingo, após anúncio do fracasso das negociações, o presidente centro-americano e mediador do conflito fixou o novo prazo, de 72 horas, mas não esclareceu que este tempo serviria para que o governo de facto analisasse sua proposta. Depois deste período, o mandatário deposto, por sua parte, afirmou que retornará ao seu país.

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