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Brasil busca liderar integração na América Latina e no Caribe

COSTA DO SAUÍPE - A 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, que será realizada na terça e quarta-feira na Costa do Sauípe, na Bahia, reunirá pela primeira vez os governantes dos 33 países da região e dará ao Brasil, autor da iniciativa, a oportunidade de consolidar sua liderança regional.

Redação com agências internacionais |

 

O objetivo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é estender para toda a América Latina e o Caribe as propostas de integração já iniciadas com a União de Nações Sul-Americana (Unasul), outra idéia nascida no Brasil, segundo fontes diplomáticas.

"Será a primeira vez na história que os presidentes dos países latino-americanos e do Caribe se reunirão por iniciativa própria para discutir a integração. Antes tinham feito para participar de encontros convocados pelos Estados Unidos ou pela União Européia", assegura o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

A reunião permitirá o encontro, em um mesmo cenário, de países que embora compartilhem da mesma região geográfica em muitos casos carecem de uma história ou interesses comuns no âmbito político, econômico e cultural.

"Acho que o esforço em torno dessa cúpula é digno de mérito, mas os resultados serão poucos. O Brasil deveria dar mais ênfase às relações bilaterais e colocar o Mercosul como centro de seus assuntos internacionais", disse à Agência Efe o presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), José Botafogo Gonçalves.

A convocação brasileira foi estendida a Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México e Nicarágua.

Também foram convidados Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

A 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe será realizada sete meses depois de os presidentes dos 12 países sul-americanos terem assinado em Brasília o tratado constitutivo da Unasul.

O embrião da Unasul começou a ser incubado em 2000, com o nome de Comunidade Sul-Americana de Nações (CSN), por iniciativa do então presidente Fernando Henrique Cardoso, mas foi Lula quem deu o impulso final para sua constituição, quando o projeto já tinha sido sufocado por conflitos entre Colômbia, Equador e Venezuela.

O Brasil, país mais populoso e rico da região, tinha limitado anteriormente seus esforços de integração ao Mercosul, mas sob a Presidência de Lula tratou de dar mais importância as suas relações internacionais. A convocação da Cúpula da América Latina e do Caribe faz parte desse propósito.

Desde que assumiu a presidência pela primeira vez, em janeiro de 2003, Lula estabeleceu a integração latino-americana como prioridade em sua política externa, e em seu primeiro ano de governo já tinha visitado todos os países vizinhos.

Lula participou ainda como convidado de cúpulas envolvendo países centro-americanos e caribenhos e promoveu acordos para repassar a eles a tecnologia que o Brasil possui na produção de biocombustíveis.

Como preparação para a nova iniciativa, em outubro último o Brasil se aproximou mais da América Central e do Caribe, ao assumir a condição de observador regional no Sistema de Integração Centro-Americana (Sica).

Para superar a retórica e consolidar sua liderança, o Brasil promoveu também a integração regional mediante o financiamento de obras em países vizinhos, o aumento das importações - para reduzir seu elevado superávit com quase todos eles - e o impulso de projetos de integração física, especialmente em transportes e energia.

Uma das principais ferramentas utilizadas pelo país nesse sentido foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financia obras em países como Argentina, Venezuela, Equador e República Dominicana.

Esse esforço não ficou isento, no entanto, de atritos com governos como o do Equador, que decidiu questionar em tribunais internacionais um empréstimo do BNDES, o que obrigou o Brasil a chamar para consultas seu embaixador em Quito.

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