Washington, 18 mar (EFE).- O Banco Mundial aprovou hoje o envio de US$ 65 milhões em ajuda para o restabelecimento das funções do Governo do Haiti, enquanto o Brasil e os Estados Unidos doaram em conjunto US$ 500 mil para a agricultura do país, devastada por um terremoto de 7 graus na escala Richter.

A junta de diretores do BM aprovou o projeto como parte dos US$ 100 milhões em doações anunciados pela instituição multilateral imediatamente depois do terremoto do dia 12 de janeiro, que causou mais de 222 mil mortes no país.

A diretora do BM para o Caribe, Yvonne Tsikata, participou de uma conferência sobre a situação do Haiti em Santo Domingo. O encontro durou dois dias e contou com a presença de representantes de 24 países, 16 organizações multilaterais, haitianos e empresários.

Tsikata disse que a reunião serviu para preparar a Conferência de Doadores para o Haiti, que será realizada em 31 de março em Nova York.

A funcionária explicou que os US$ 65 milhões ajudarão no restabelecimento das funções financeiras e econômicas, fundamentais para o funcionamento do Estado e o esforço de recuperação do Haiti.

"O projeto apoiará, além disso, a reabilitação de infraestruturas públicas vitais para a atividade econômica", acrescentou.

Toda a assistência que o BM prestou ao Haiti até o momento tem caráter de doação.

A Corporação Financeira Internacional (CFI), filial do Banco Mundial que apoia projetos do setor privado, anunciou recentemente um investimento de US$ 35 milhões para gerar empregos no Haiti.

As missões do Brasil e dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciaram hoje a doação, cada uma, de US$ 250 mil para apoiar o plantio que começa neste mês, e que representa 60% da produção de alimentos no Haiti.

A operação financiada pelos dois países será administrada pelo Ministério da Agricultura, Recursos Naturais e Desenvolvimento Rural do Haiti. com a assistência técnica do Instituto Interamericano para a Cooperação na Agricultura (IICA).

O projeto deve abranger 6 mil hectares de plantações nas áreas de Plaine du Cul de Sac, Plaine Arcahaie, Región Goavienne, Ba Plateau Central e Plaine Gonaives beneficiando cerca de 12 mil famílias. EFE jab/pb/rr

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