O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira em Moçambique que o governo brasileiro tem um compromisso moral e ético com o continente africano. Lula inaugurou em Maputo, Moçambique, o primeiro escritório internacional da Fundação Fiocruz.

O escritório vai ajudar a montar uma fábrica de medicamentos que o Brasil está construindo em Moçambique.

Além de medicamentos como anti-inflamatórios, a fábrica deve produzir também remédios de tratamento de Aids. A expectativa do governo é que a fábrica comece a produzir os remédios lamivudina e zidovudina já em 2009, mas metade dos recursos - US$ 10 milhões - ainda dependem da aprovação de um projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso brasileiro.

O dinheiro brasileiro está sendo doado para a criação da fábrica. Os demais US$ 11,5 milhões são da União Européia.

'Revolução'
Em discurso no Centro de Cultura Brasil-Moçambique, em Maputo, Lula disse que a instalação dos primeiros escritórios da Embrapa e da Fiocruz na África são "o começo de uma revolução" da diplomacia brasileira no continente.

"Fazer a Embrapa na cidade de Accra, em Gana, é o começo de uma revolução pacífica que terá como resultado a geminação de grãos, de comida, de produtos que podem fazer na Savana africana a mesma revolução que foi feita no Centro-Oeste brasileiro pela Embrapa", disse Lula.

"Eu acredito que ainda estarei vivo para ver essa revolução na agricultura africana."
A abertura do escritório da Fiocruz foi o último compromisso da viagem oficial de dois dias de Lula a Moçambique, onde foram fechados acordos de cooperação dos setores de cinema dos dois países, a entrega de um caminhão do Sesi chamado "Cozinha Moçambicana", a instalação de uma fábrica de bolas.

Lula deixou Maputo rumo ao Brasil, para fazer, em São Bernardo do Campo, onde sua última participação na campanha eleitoral brasileira.

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