Brasil apoia negociações entre Israel e palestinos

Governo recebe "com satisfação" a notícia sobre a retomada do processo de paz no Oriente Médio por meio de conversações indiretas

Agência Brasil |

Brasília - O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota, na tarde deste domingo (9), afirmando que o governo brasileiro recebeu, "com satisfação", a notícia sobre a retomada do processo de paz no Oriente Médio por meio de conversações indiretas entre Israel e a Autoridade Palestina.

As negociações começaram hoje, segundo informações divulgadas pelo negociador palestino, Saeb Erekat, após encontro entre o enviado especial dos Estados Unidos, George Mitchell, e o líder palestino Mahmoud Abbas. Mitchell fará a mediação entre os dois lados. Segundo a nota do Itamaraty, o Brasil "conclama as partes a se engajarem de forma construtiva nas negociações, abstendo-se de quaisquer medidas que possam minar a confiança mútua e prejudicar o desenvolvimento do processo de paz".

A nota prossegue afirmando que o "governo brasileiro expressa seu entendimento de que o diálogo é o único meio para se alcançar uma paz justa e duradoura na região e reitera a expectativa de que o processo de paz ora reiniciado resulte, no mais breve prazo possível, na criação de um Estado Palestino, convivendo em harmonia e segurança com o Estado de Israel".

Espera-se que as conversações diretas entre Israel e a Autoridade Palestina comecem dentro de quatro meses. O diálogo foi interrompido em 2008, após ofensiva militar israelense em Gaza. A retomada das negociações, prevista para março deste ano, foi interrompida depois de uma disputa envolvendo a construção de novas casas israelenses em Jerusalém Oriental, que os palestinos querem como capital de seu futuro Estado.

O diplomata norte-americano George Mitchell já teve uma série de encontros com o líder palestino, Mahmoud Abbas, e com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, na semana passada. A retomada das negociações entre Israel e a Autoridade Palestina ocorre um dia depois de a iniciativa ter recebido o apoio de líderes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). A decisão foi anunciada ontem após uma reunião de três horas do comitê executivo do grupo, na Cisjordânia.

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