Brasil apoia cúpula sobre segurança alimentar

Roma, 23 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio à convocação de uma cúpula mundial sobre segurança alimentar para o próximo mês de novembro em Roma.

EFE |

A proposta foi apresentada pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, em inglês), Jacques Diouf, durante a 36ª sessão da Conferência do organismo, informa um comunicado da entidade divulgado hoje.

Diouf visitou o Brasil no início de março deste ano, ocasião em que se encontrou com Lula e obteve seu apoio para a realização da cúpula. O presidente também manifestou seu desejo de estar presente no evento.

O comunicado da FAO acrescenta que, além do Brasil, o Chile e diversos países da América Central e do Caribe já declararam que querem fazer parte da iniciativa da entidade, assim como nações que fazem parte da Liga Árabe e da União Africana (UA).

Diouf insistiu em que a cúpula alcançará resultados concretos caso consiga um amplo consenso rumo à erradicação rápida e completa da fome e ao estabelecimento de uma nova ordem alimentar mundial.

Segundo o diretor-geral da FAO, "a cúpula definirá como será possível melhorar as políticas e os aspectos estruturais do sistema agrícola internacional, ao erguer soluções duradouras em nível político, financeiro e técnico para o problema da insegurança alimentar no mundo".

A situação de insegurança alimentar no mundo é insustentável. Um recente relatório da FAO diz que o número de pessoas desnutridas em todo o planeta chegou a 963 milhões em 2008 - 14% da população mundial.

De acordo com o comunicado da entidade, a atual crise econômica e financeira pode levar ainda mais gente à fome e à pobreza, a menos que decisões sejam tomadas com urgência.

Diouf convocou os líderes mundiais a cumprir suas promessas de combater a fome, criando uma nova ordem agrícola e mobilizando US$ 30 bilhões anuais para investir em infraestrutura rural e incentivar a produção agrícola e a produtividade nos países em desenvolvimento.

Para o diretor-geral da FAO, "somente desta maneira será possível erradicar a fome e alimentar uma população mundial que chegará a nove bilhões de pessoas em 2050". EFE cps/bba

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