Bósnia busca em barranco 200 corpos de massacre de 1992

SARAJEVO (Reuters) - Especialistas forenses da Bósnia começaram nesta terça-feira buscas em um barranco no centro do país pelos restos de cerca de 200 muçulmanos e croatas mortos por forças sérvias e bósnias no início da guerra, entre 1992-95. O tribunal de crimes de guerra da Bósnia ordenou o início de exumações no Monte Vlasic, onde mais de 200 prisioneiros de guerra foram massacrados em 21 de agosto de 1992.

Reuters |

As forças servo-bósnias disseram aos prisioneiros de campos de detenção para não-sérvios no oeste do país que eles seriam liberados em uma troca de prisioneiros mas, no entanto, foram posicionados na beira de um precipício e mortos a tiros.

Uma dúzia de prisioneiros sobreviveu ao cair ou pular do barranco.

"O local é inacessível a pé", disse Amor Masovic, alta autoridade do instituto para desaparecidos da Bósnia.

No início deste mês, o tribunal de crimes de guerra bósnio deteve e acusou dois ex-policiais servo-bósnios suspeitos de participação no massacre.

Em julho, a corte sentenciou um ex-policial sérvio a 14 anos de prisão por crimes contra a humanidade pelo massacre no Monte Vlasic. Em 2004, o tribunal para crimes de guerra para a ex-Iugoslávia deteve outro policial sérvio, Darko Mrdja, a 17 anos de prisão pelos mesmos crimes.

Mais de 3.500 muçulmanos e croatas foram mortos na limpeza étnica promovida por servo-bósnios em 1992.

(Reportagem de Daria Sito-Sucic)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG