Bordéis de Sidney cobram planos de saúde por massagens

CAMBERRA, Austrália - Dezenas de bordéis de Sidney estão mascarando atos sexuais como massagens terapêuticas para cobrar ilegalmente os planos de saúde de seus clientes, revelaram as autoridades locais nesta segunda-feira.

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Os planos de saúde descobriram a fraude depois de investigar um anúncio feito em chinês em um jornal local oferecendo "massagem com jovem atraente através do seu plano se saúde", reportou o The Daily Telegraph de Sidney.

A porta-voz da Associação dos Planos de Saúde da Austrália, Jen Eddy, confirmou as informações mas disse não saber se o processo levará a processos criminais. "Eu sei que a informação está correta mas ainda não descobri qual empresa realizou a investigação", ela disse.

A ministra da Saúde, Nicola Roxon, disse que seu departamento investigará o caso, uma vez que dinheiro público esteve envolvido através dos subsídios aos planos de saúde.

"Nós nos interessamos na forma como os recursos públicos são usados nos serviços de saúde e se houver qualquer evidência de que tenha sido usado para outros fins iremos tomar as providências necessárias", ela afirmou.

Fraudes

Cerca de 80 serviços de massagem de Sidney foram registrados como fraudulentos na cobrança dos planos de saúde, significando que não poderão mais cobrar pela prática de massagens ou acupuntura.

O artigo não dizia muito sobre quantos destes serviços cobravam na verdade por atos sexuais e Eddy não soube informar um número exato.

Serviços sexuais que custam 60 dólares australianos (US$ 39) foram cobrados como sessões de massagem ou acupuntura e conseguiam descontos através do plano de saúde, saindo por AU$ 40, disse o jornal.

Alguns serviços foram descobertos porque sua clientela era composta unicamente por homens entre 36 e 72 anos que realizavam supostas sessões de acupuntura diariamente.

Alguns cobraram os planos de saúde por massagens múltiplas quando apenas uma era providenciada, para que o cliente não pagasse nada do bolso.

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