Bombeiros continuam buscas por vítimas em abrigo na Polônia

Varsóvia, 13 abr (EFE).- Os bombeiros continuam a busca por vítimas entre os restos do abrigo social de Kamien Pomorski, no noroeste da Polônia, onde um incêndio deixou nesta madrugada pelo menos 21 mortos e 20 feridos, um deles em estado grave.

EFE |

Segundo o porta-voz dos bombeiros, Pawel Fratczak, as chamas devastaram rapidamente a estrutura de madeira do imóvel, que tinha 77 pessoas registradas, entre eles mulheres e crianças.

"Quando chegamos, o fogo era tão grande que já não era possível fazer nada, apenas tentar salvar as vítimas", declarou à imprensa local um dos membros da equipe de resgate.

Algumas testemunhas asseguraram que os bombeiros não tinham escadas suficientemente longas para chegar ao último andar da construção, que tem três andares, o que obrigou os hospedados a saltarem pelas janelas para escapar da morte.

"Tudo aconteceu muito rápido, só podíamos escapar através das janelas", explicou à rede de televisão "TVN24" uma das pessoas que pernoitava no abrigo, a qual assegurou que foi impossível chegar às escadas para fugir das chamas.

"Tivemos que ajudar as pessoas que saltavam, principalmente as crianças", declarou outro dos abrigados que se salvou, Arkadiusz Pietrzak, o qual se lamentava porque o fogo destruiu seus poucos pertences.

Membros da Promotoria foram ao local para determinar as causas do incêndio, embora tudo aponte para que um cigarro mal apagado seja a causa desta tragédia.

Vinte pessoas estão internadas por causa do incêndio no hospital de Kamien Pomorski, a maioria por intoxicação pela fumaça e por contusões provocadas ao saltar do edifício. Dois dos internados têm queimaduras em grande parte do corpo, entre eles um bebê de oito meses.

As chamas, que se estenderam com rapidez pelos três andares do imóvel, surpreenderam as pessoas hospedadas no momento em que dormiam, o que poderia ter causado uma tragédia ainda maior.

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, declarou luto nacional, e viajará até Kamien Pomorski.

O primeiro-ministro do país, Donald Tusk, prometeu na cidade ajuda para os afetados pelo incêndio, muitos deles de origem ucraniana e bielo-russa. EFE nt/bba

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