Bombas matam 5 no nordeste da Índia

Por Biswajyoti Das GUWAHATI, Índia (Reuters) - Pelo menos cinco pessoas morreram depois que supostos militantes separatistas detonaram três bombas na principal cidade do tumultuado Estado de Assam, no nordeste da Índia, nesta quinta-feira, informou a polícia. As explosões feriram 26 pessoas.

Reuters |

A primeira bomba foi encontrada em uma lata de lixo em uma área residencial altamente populada, mas explodiu às 13h45 no horário local, antes que um esquadrão da polícia conseguisse desarmá-la. Dois outros artefatos colocados em bicicletas explodiram no final da tarde, um deles perto de um shopping lotado e o outro em uma feira livre.

"Eu vi dois homens vindo e estacionando as bicicletas lá, e depois eles saíram apressados do lugar", disse uma jovem mulher que apenas se identificou como "Begum", que esteve na feira.

Ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque até agora. Mas, a polícia apontou a Frente Unida de Libertação de Asom (ULFA), um grande grupo separatista no Estado frequentemente culpado por ataques, como um provável autor das detonações.

As autoridades policiais disseram que identificaram os suspeitos depois de receberem informações dos serviços de inteligência.

"A ULFA está por trás dessas explosões. Nós temos informações e muito em breve vamos prender eles (os suspeitos)", disse a jornalistas G.M. Srivastava, chefe da polícia de Assam, em um dos locais atacados.

Os ataques ocorreram antes de o ministro indiano do Interior, Palaniappan Chidambaram, visitar o Estado para uma inspeção de segurança.

A ULFA está entre os mais de 20 grupos armados no nordeste da Índia que luta por uma pátria independente ou por mais autonomia política.

A organização acusa Nova Délhi de saquear os recursos minerais e vegetais da região, negligenciando a economia local e não garantindo nenhum retorno para a população.

Em outubro, mais de 80 pessoas foram mortas depois que 11 bombas foram detonadas em Assam. A ULFA negou o envolvimento e um grupo islâmico reivindicou a autoria do ataque, mas os separatistas também foram responsabilizados pelo atentado.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG