Bombas matam 34 pessoas durante visita de Gates a Bagdá

Por Andrew Gray BAGDÁ (Reuters) - Três explosões mataram 34 pessoas e feriram dezenas na segunda-feira em Bagdá, horas depois da chegada não-agendada do secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, a Bagdá.

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Na terça-feira, Gates participa da cerimônia de transferência de comando das forças dos EUA do general David Petraeus para o general Ray Odierno, que segundo o secretário terá de encontrar formas de conciliar a preservação da segurança com a redução do contingente dos EUA. Sob o comando de Petraeus, o contingente dos EUA ganhou um reforço de 30 mil soldados.

No ataque mais violento de segunda-feira, uma mulher-bomba matou 22 pessoas e feriu 33 num jantar do qual participavam policiais em Balad Ruz, na província de Diyala, 90 quilômetros a nordeste da capital, segundo autoridades.

Em Bagdá, dois carros-bomba explodiram em rápida sucessão, matando 12 pessoas e ferindo 37.

Apesar dos ataques dos últimos dias, em geral a violência no Iraque está no seu menor nível nos últimos quatro anos.

Gates disse que os EUA vão continuar limitando sua atuação no país. 'Acho que o desafio para o general Odierno é: como trabalhamos com os iraquianos para preservar os ganhos que já foram obtidos, ampliá-los, mesmo que os números de forças dos EUA estejam encolhendo', disse Gates a jornalistas no avião.

Nos últimos meses, as forças do Iraque assumem as principais tarefas de segurança. O Iraque já controla a segurança em 11 das 18 províncias, e até o fim do ano deve receber mais duas.

Odierno, que passou 15 meses como vice-comandante, até fevereiro, será promovido será promovido de general-de-divisão a general-de-exército na terça-feira.

Na semana passada, o presidente George W. Bush anunciou a retirada de 8.000 soldados do Iraque até o começo de 2009, reduzindo a presença a 138 mil soldados. Forças que estavam reservadas ao Iraque serão enviadas ao Afeganistão, onde a violência vem crescendo.

O general Lloyd Austin, atual número 2 dos EUA no Iraque, fez um alerta contra uma sobrecarga às forças iraquianas, lembrando que Washington já tentou antes apressar a retirada de tropas do Iraque, sem sucesso.

'Não tenho certeza de que empurrá-los para frente seja o que queremos. Acho que já tentamos antes e vimos que não funcionou', disse ele a jornalistas que acompanhavam Gates.

O secretário disse que é importante que os iraquianos mantenham o processo de reconciliação, melhorem os serviços públicos e, com ajuda dos EUA, continuem pressionando os militantes da Al Qaeda sunita e as milícias extremistas xiitas.

Na semana passada, Gates disse que a guerra do Iraque estava entrando na fase de 'fim de jogo', com a transferência de mais responsabilidades para as forças locais.

'Não há dúvida de que continuaremos envolvidos. Mas acho que as áreas em que estamos seriamente envolvidos vão continuar encolhendo.'

(Reportagem adicional de Waleed Ibrahim e Khalid al-Ansary)

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