Bombardeios no Iraque matam 42 em meio a resultado das eleições

Por Muhanad Mohammed BAGDÁ (Reuters) - Duas bombas mataram 42 pessoas e deixaram outros 65 feridos na província iraquiana de Diyala, de maioria sunita, nesta sexta-feira, revelando tensões pouco antes da divulgação dos resultados preliminares das eleições parlamentares de 7 de março.

Reuters |

Um carro-bomba e uma bomba de beira da estrada explodiram na cidade de Khalis, cerca de 80 quilômetros ao norte de Bagdá, segundo informações da polícia.

O alta comissão eleitoral independente do Iraque (Ihec) divulgaria os resultados da contagem dos votos ainda na sexta-feira, 19 dias depois das eleições que os iraquianos esperavam que estabilizaria a nação depois de anos de conflito sectário.

As tensões prenunciam negociações potencialmente divisórias na formação do próximo governo. A violência sectária explodiu quando políticos levaram mais de cinco meses para aceitar um governo depois das últimas eleições parlamentares em 2005 e dezenas de milhares de pessoas foram mortas.

Uma autoridade eleitoral disse que os dois blocos na liderança, o Estado de Lei, do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, e a coalizão de oposição Iraqiya, liderada pelo ex-premiê Iyad Allawi, devem ter diferença de um ou dois assentos.

No início do dia, centenas de defensores de Maliki se reuniram no prédio do governo provincial de Badgá para apoiar a demanda do primeiro-ministro por uma recontagem, segurando cartazes que diziam: "Não, não para a fraude" e "Onde foram todas as vozes?"

Todas os principais partidos alegaram supostas irregularidades na eleição. Mas Maliki e seus apoiadores têm sido os que mais se manifestaram pois os últimos resultados publicados colocaram o bloco de Allawi à frente na apuração nacional por cerca de 11 mil votos.

"Condenamos o trabalho do Ihec e casos de fraude que ocorreram em benefício da lista do Iraqiya", disse o manifestante Arkan Shahab, 47 anos.

Diplomatas estrangeiros e analistas expressaram preocupação com a possibilidade de nova onda de violência caso os partidos derrotados não aceitem os resultados. A violência diminuiu drasticamente nos últimos dois anos mas ataques de insurgentes sunitas ocorrem diariamente.

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