Bombardeios israelenses em Gaza já deixam mais de 400 palestinos mortos

GAZA - Mais de 400 palestinos morreram nos seis dias de bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza - 40% mulheres e crianças - e outras duas mil pessoas ficaram feridas, indica a apuração divulgada hoje pelo chefe do serviço de emergências desta localidade, Moawiya Hasanein.

EFE |

Segundo as informações, 40% dos feridos são mulheres ou crianças, enquanto 10% estão em estado grave, acrescentou Hasanein.

O ano 2009 começou com uma série de bombardeios na Cidade de Gaza, nos quais pelo menos cinco palestinos morreram e dezenas ficaram feridos, informaram testemunhas.

O Parlamento e o Ministério da Educação foram alguns dos 20 alvos escolhidos pelas forças naval e aérea na última madrugada como "componente fundamental da infra-estrutura dos grupos terroristas em Gaza", disse hoje o Exército israelense em comunicado.

Ataques desde sábado

A Força Aérea israelense bombardeia desde o último sábado centenas de alvos supostamente vinculados ao Hamas, como ministérios, casas de ativistas, delegacias, mesquitas, a sede de uma ONG e edifícios da Universidade Islâmica.

Além disso, posicionou soldados e carros de combate em torno de Gaza para um eventual ataque terrestre, que - segundo o canal 2 da televisão israelense - acontecerá amanhã.

Antes da alvorada, na cidade de Rafah, um F-16 israelense disparou um míssil que matou dois palestinos e feriu dez, informam testemunhas.

Fontes médicas do hospital desta localidade fronteiriça com o Egito também anunciaram a morte de dois civis no ataque à casa de um membro do Hamas.

Quatro milicianos do Hamas foram vítimas de "assassinatos seletivos" quando estavam em suas casas, disseram fontes dos serviços de emergência.

Também foram destruídos cinco túneis subterrâneos na fronteira entre Gaza e o Sinai, pelos quais passam contrabandos de armas e todo tipo de produtos após ano e meio de bloqueio israelense.

Alguns moradores informam de bombardeios terrestres, que se juntam aos realizados pelos navios de guerra que patrulham o litoral de Gaza.

O Exército atacou hoje a partir do mar um centro de operações policial em Rafah e um imóvel das autoridades litorâneas do Hamas, próximo da Cidade de Gaza, declararam as testemunhas.

Resposta do Hamas

As milícias palestinas, por outro lado, continuaram lançando contra Israel desde Gaza foguetes em um raio de 40 quilômetros. Seis projéteis caíram esta manhã na região de Eshkol e dois foguetes Grad na cidade de Be'er Sheva.

Meio milhão de israelenses são agora alvo potencial destes ataques, que deixaram quatro mortos desde o início da ofensiva no último sábado.

A inteligência militar israelense acredita que destruiu nos últimos bombardeios um terço do arsenal de foguetes dos grupos armados palestinos, que calcula agora em 2.000 unidades.

Esforços diplomáticos

Pouco antes do início de 2009, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o chefe do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, pediram separadamente o fim da ofensiva israelense.

Horas depois, o Conselho de Segurança da ONU concluía uma reunião de urgência sem alcançar acordo algum sobre o projeto de resolução apresentado pela Líbia que pede o final imediato das operações militares israelenses no território palestino.

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